segunda-feira, 20 de maio de 2013

Matéria do VESTIBURELA II 2013 (MAIS AS ANOTAÇÕES FEITA NO CADERNO, EXERCÍCIOS E PESQUISAS PARA CASA)


INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA

O Brasil é considerado um país emergente ou em desenvolvimento, apesar disso está quase um século atrasado industrialmente e tecnologicamente em relação às nações que ingressaram no processo de industrialização no momento em que a Primeira Revolução Industrial entrou em vigor, como Inglaterra, Alemanha, França, Estados Unidos, Japão e outros. 
As indústrias no Brasil se desenvolveram a partir de mudanças estruturais de caráter econômico, social e político, que ocorreram principalmente nos últimos trinta anos do século XIX. O conjunto de mudanças aconteceu especialmente nas relações de trabalho, com a expansão do emprego remunerado que resultou em aumento do consumo de mercadorias, a abolição do trabalho escravo e o ingresso de estrangeiros no Brasil como Italianos, Alemães, Japoneses dentre muitas outras nacionalidades, que vieram para compor a mão de obra, além de contribuir no povoamento do país como ocorreu na região sul. Um dos maiores acontecimentos no campo político foi a proclamação da República, diante desses acontecimentos históricos o processo industrial brasileiro passou por quatro etapas.

• Primeira etapa: essa ocorreu entre 1500 e 1808 quando o país ainda era colônia, dessa forma a metrópole não aceitava a implantação de indústrias, salvo em casos especiais como os engenhos, e produção em regime artesanal. 

• Segunda etapa:  corresponde a uma fase que se desenvolveu entre 1808 a 1930, que ficou marcada pela chegada da família real portuguesa em 1808. Nesse período foi concedida a permissão para a implantação de indústria no país a partir de vários requisitos, dentre muitos, a criação, em 1828, de um tributo com taxas de 15% para mercadorias importadas e, em 1844, a taxa tributária foi para 60%, denominada de tarifa Alves Branco. Outro fator determinante nesse sentido foi o declínio do café, momento em que muitos fazendeiros deixaram as atividades do campo e, com seus recursos, entraram no setor industrial que prometia grandes perspectivas de prosperidade, as primeiras empresas limitavam-se à produção de alimentos, têxtil, além de velas e sabão, em suma tratava-se de produtos sem grandes tecnologias empregadas.

• Terceira etapa: período que ocorreu entre 1930 e 1955, momento em que a indústria recebeu muitos investimentos dos ex-cafeicultores e também em logística, ou seja, construção de vias de circulação de mercadorias, matérias-primas e pessoas, isso proveniente das evoluções nos meios de transporte que facilitou a distribuição de produtos para várias regiões do país, muitas ferrovias que anteriormente transportavam café, nessa etapa passaram a servir os interesses industriais. Foi instalada no país a Companhia Siderúrgica Nacional, construída entre os anos de 1942 e 1947, empresa de extrema importância no sistema produtivo industrial, uma vez que abastecia as indústrias com matéria-prima, principalmente metais. No ano de 1953, foi instituída uma das mais promissoras empresas estatais: a PETROBRAS. Durante este período, a indústria também se beneficiou com o final da Segunda Guerra Mundial (1939-45), pois, os países europeus, estavam com suas indústrias arrasadas, necessitando importar produtos industrializados de outros países, entre eles o Brasil.
Com a criação da Petrobrás (1953), ocorreu um grande desenvolvimento das indústrias ligadas à produção de gêneros derivados do petróleo (borracha sintética, tintas, plásticos, fertilizantes, etc).

• Quarta etapa: teve início em 1955, e segue até os dias de hoje. Essa fase foi promovida inicialmente pelo presidente Juscelino Kubitschek que promoveu a abertura da economia e das fronteiras produtivas, permitindo a entrada de recursos em forma de empréstimos e também em investimentos com a instalação de empresas multinacionais. Com o ingresso dos militares no governo do país, no ano de 1964, as medidas produtivas tiveram novos rumos, dentre muitos a intensificação da entrada de empresas e capitais de origem estrangeira comprometendo o crescimento autônomo do país, isso resultou no incremento da dependência econômica, industrial e tecnológica em relação aos países de economias consolidadas. No fim do século XX houve um razoável crescimento econômico no país, promovendo uma melhoria na qualidade de vida da população brasileira, além de maior acesso ao consumo, proporcionou também a estabilidade da moeda, além de outros fatores que foram determinantes para o progresso gradativo do país. 

Últimas décadas do século XX
Nas décadas 70, 80 e 90, a industrialização do Brasil continuou a crescer, embora, em alguns momentos de crise econômica, ela tenha estagnado. Atualmente o Brasil possui uma boa base industrial, produzindo diversos produtos como, por exemplo, automóveis, máquinas, roupas, aviões, equipamentos, produtos alimentícios industrializados, eletrodomésticos, etc. Apesar disso, a indústria nacional ainda é dependente, em alguns setores, (informática, por exemplo) de tecnologia externa.

  Desconcentração industrial

Diante de tais distorções regionais no território brasileiro e problemas socioespaciais gerados pelo modelo concentrador do processo industrial na região Sudeste, o planejamento estatal desenvolveu, paulatinamente, na década de 1970, uma série de incentivos fiscais para a desconcentração industrial, levada a cabo regionalmente pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
Mas é na década de 1990 que a desconcentração industrial no país vai se intensificar. Apoiada pela maior abertura econômica e pelo desenvolvimento técnico-científico (informática e comunicação), sem esquecer as mudanças constitucionais de 1988 - que concederam aos estados e municípios maior autonomia na definição dos impostos cobrados às empresas -, esse processo de desconcentração acabou gerando o que os geógrafos chamam de "Guerra dos Lugares", ou seja, uma disputa entre estados e municípios, com a intenção de atrair grandes empresas a partir da diminuição ou isenção de impostos.

domingo, 19 de maio de 2013

ORIENTAÇÃO - TRABALHO - CONFLITOS NO BRASIL


GEOGRAFIA - 7º ANO
Projeto: Conflitos-Guerra e Paz

Tema: Conflitos atuais no Brasil

Favelas: Consequência de uma urbanização mal planejada no Rio de Janeiro e “aproveitada” pela criminalidade e pelos governos. Quem perde e quem ganha?


Objetivo: Mostrar ao público que a favela não é um lugar criado pelos bandidos e para os bandidos, e sim, um espaço geográfico que foi transformado em palco principal nos conflitos da cidade do Rio de Janeiro.

Introdução (Abordagem)

·         A Primeira parte do trabalho (Cartolina) será utilizada como parte expositiva da introdução

·         A incompetência dos governos que não se mobilizaram para resolver este “problema” urbano.

Desenvolvimento (Abordagem)

·         Quando e como o crime organizado (facções criminosas) se instala nas favelas

·         As favelas tornam-se reduto do trafico de drogas, “sustentado” pelo poder público

·         A violência no Rio de Janeiro torna-se um problema crônico, e se espalha por todas as direções da cidade.                  

Conclusão (Abordagem)

·         Projetos e ações do governo: UPP (Unidades de Policia Pacificadora)  

·         Migração da criminalidade: Mais um capítulo dos conflitos no Brasil

·         O atual cenário da violência no Rio de Janeiro

TODOS OS ALUNOS DEVERÃO PARTICIPAR DESTA 2ª PARTE DO TRABALHO.

Nesta etapa o trabalho será feito da seguinte forma:

Alunos que IRÃO APRESENTAR o trabalho na quadra dia 27/05: RESUMO ESCRITO MAIS UMA APRESENTAÇÃO EM SLIDES (tópicos e imagens).

Alunos que NÃO irão apresentar: MESMO MODELO DA 1ª PARTE, SÓ QUE AGORA EM UM PLANO (MATERIAL) MAIOR, COMO O PAPEL 40 QUILOS POR EXEMPLO.


O sucesso do trabalho dependerá do empenho de cada um.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

CONTINUAÇÃO 15/04/2013


Continuação...

Países subdesenvolvidos industrializados (emergentes)
Base > estreitando
Corpo > expressivo
Topo > aumentando

Situação econômica intermediária
Indicadores sociais melhorando
Demonstra que o país está no caminho certo.

MIGRAÇÃO > Deslocamento populacional
Motivos: religiosos, políticos, desastres naturais, mas principalmente econômico.
EMIGRANTES > pessoas que saem do seu país de origem
IMIGRANTES > pessoas que chegam em outros países

ALGUNS TIPOS DE MIGRAÇÃO INTERNA:
Sazonal (temporário) > acontecem durante alguns períodos (como por exemplo, o casos dos nordestinos que fogem da seca em algumas épocas do ano)
Pendular > diária, para trabalho e/ou estudo, por morarem longe das cidades grandes.
                      >esse tipo de migração produz as chamadas CIDADES DORMITÓRIO (caso de Paracambi)
                 >as cidades menores não oferecem condições socioeconômicas suficientes para todos os seus moradores.
Êxodo Rural > Deslocamento das populações rurais para espaços urbanos (cidades)
                          >provocado pela mecanização do campo
                          > procura de emprego
                          > melhores condições de vida
Acaba gerando também problemas sociais >>> superpovoamento das cidades – surgimento de periferias, e processo de favelização >>> os que não conseguem um emprego “fixo” acabam na economia informal.

MAIS TRABALHO BIMESTRAL.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

APOIO - Demografia


Texto elaborado e complementar às explicações em sala de aula e, como revisão, para os demais alunos que necessitarem.


DEMOGRAFIA→ Corresponde à área da ciência geográfica que estuda a dinâmica da população humana.

. POPULAÇÃO→ Conjunto de pessoas que vive em um determinado espaço, seja este sob a dimensão mundial, de um continente, de um país, de uma região, um estado ou uma outra área específica.


Em geral, em uma análise demográfica, são utilizadas as seguintes variáveis básicas: tamanho, estrutura e crescimento da população.

1. TAMANHO DA POPULAÇÃOSubtende-se, como tamanho de uma população, o número de pessoas que residem em um determinado espaço.

. POPULAÇÃO ABSOLUTA→ Trata-se do número total de habitantes de um determinado lugar.

Utilizamos o adjetivo populoso, quando nos referimos à população absoluta.

. POPULAÇÃO RELATIVA→ Trata-se do número de habitantes por quilômetro quadrado (Km2), ou seja, ela consiste na distribuição da população em relação à área. A população relativa é também denominada de Densidade Demográfica.
Sendo assim, a população relativa ou densidade demográfica de um determinado lugar é obtida através da divisão do número da população absoluta pela área territorial do espaço:

População Relativa = População Absoluta /Área Territorial
Utilizamos o adjetivo povoado, quando nos referimos à população relativa ou à densidade demográfica.

O recenseamento ou censo demográfico consiste na coleta periódica de dados estatísticos da população de um determinado lugar.

O primeiro censo oficial do Brasil foi efetuado em 1872. Antes deste, o levantamento da população contava, também, com os dados fornecidos pela Igreja. Os registros paroquiais auxiliavam para a contagem da população através do número de nascimentos, batismos e óbitos (mortes).

O levantamento demográfico do Brasil passou a ser realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE ( http://www.ibge.gov.br/ ), em 1936, ano em que a Instituição foi criada.

Os censos do IBGE são realizados com periodicidade decenal, isto é, são feitos de 10 em 10 anos, tendo o último ocorrido em 2000. Além destes levantamentos, entre o intervalo de dois recenseamentos é realizada uma contagem da população.

No entanto, por razões orçamentárias e financeiras, a contagem da população, planejada para o ano de 2005, foi transferida para o ano de 2007.

Quando falamos em população devemos ter em mente que os dados levantados são, na verdade, estimativas, tendo em vista os seguintes aspectos: o número elevado de crianças não registradas no país e as dificuldades de acessibilidade dos agentes recenseadores às casas localizadas em áreas de risco (violência) etc.

. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DA POPULAÇÃOA distribuição geográfica da população na superfície terrestre não se caracteriza de maneira uniforme, tendo em vista a ocorrência de diferentes fatores que se apresentam como fatores de favoráveis e/ou de desfavoráveis à ocupação humana. Fatores estes, que podem ser de origem natural e/ou antrópicas.
Entre aqueles que se apresentam como fatores favoráveis destacam-se: os vales fluviais, a região litorânea, as áreas próximas aos grandes centros urbanos etc.

Em contrapartida, outros elementos se configuram como obstáculos, isto é, desfavoráveis à ocupação e fixação do homem e, entre estes, se destacam principalmente os de origem natural (áreas pantanosas, de condições climáticas rigorosas, áreas áridas ou desérticas, florestas, áreas montanhosas etc.).

Em função dos fatores favoráveis, podemos observar Áreas Ecúmenas, que consistem em espaços de fácil fixação e ocupação humana, isto é, áreas de condições habitáveis.

Em contrapartida, temos as chamadas Áreas Anecúmenas, que correspondem às áreas de difícil fixação do homem, as quais se configuram como vazios demográficos.

O fato de o Brasil ser o quinto país mais populoso do mundo, mas apresentar uma densidade demográfica baixa, com cerca de 22 hab/Km2 (2007), é justificada em razão da ocorrência de áreas anecúmenas em território brasileiro, como a Floresta Amazônica, o sertão nordestino, o pantanal, entre outros.

2. CRESCIMENTO DA POPULAÇÃOO crescimento populacional corresponde às mudanças que, ao longo do tempo, são verificados no quadro da população sob a influência das entradas e de saídas de pessoas no respectivo espaço.

Neste contexto as entradas significam os nascimentos e as imigrações registradas, enquanto as saídas correspondem ao número de óbitos e emigrações.
Sendo assim, para efeito do crescimento da população, devemos levar em consideração duas variáveis: o crescimento natural ou vegetativo da população (diferença entre as taxas de natalidade e de mortalidade) e o saldo migratório (a diferença entre imigrantes e emigrantes).
. TAXA DE NATALIDADE→ Corresponde à relação entre o número de nascimentos ocorridos em 01 (um) ano e a população absoluta, tendo o resultado expresso, em geral, por mil.

Taxa de Natalidade = número de nascimentos/População Absoluta x 1000
Obs.: Multiplica-se o resultado, em geral, por mil (1.000) para facilitar a leitura e admitir a comparação internacional. Exemplo, um determinado espaço que apresente uma taxa de natalidade equivalente a 25%o (por mil) significa que em um ano, para um grupo de mil habitantes, nasceram vinte e cinco crianças vivas.

. TAXA DE MORTALIDADE→ Corresponde à relação entre o número de óbitos ocorridos em 01 (um) ano e a população absoluta, tendo o resultado expresso por mil.
Taxa de Mortalidade = número de óbitos/População Absoluta x 1000. TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL→ Trata-se da relação do número de crianças, de até 1 (um) ano de idade, que morrem para cada grupo de mil nascidas vivas.
. TAXA DE FECUNDIDADE→ Corresponde à média de filhos, por mulher, na idade de reprodução.

Essa faixa de idade se inicia, em geral, aos 15 anos. Todavia, em muitos países como o Brasil, por exemplo, onde é comum meninas, abaixo dessa idade, terem filhos, esta taxa pode ficar um pouco distorcida.

. EXPECTATIVA DE VIDA→ Consiste no índice que expressa a quantidade de anos que vive, em média, a população.

Este é um índice muito utilizado para análise do nível de desenvolvimento dos países.
3. ESTRUTURA DA POPULAÇÃOTrata da composição da população em relação a fatores como etnia (estrutura étnica), idade e sexo (estrutura etária) e ocupação profissional (população ativa e inativa).
. ESTRUTURA ÉTNICAA distinção dos indivíduos pela cor através da classificação geral de raças branca, negra, amarela e mestiça é, ainda, um fato muito controverso.

Hoje, em dia, emprega-se muito mais o termo etnia do que raça, uma vez que a primeira expressa não expressa só a cor, mas, sobretudo, a cultura de um determinado grupo étnico.

O Brasil é um país caracterizado pela grande miscigenação de grupos étnicos, seja esta advinda dos amarelos nativos (indígenas), dos brancos europeus, dos negros africanos e, ainda, dos mestiços.

Até hoje, a determinação do grupo étnico a qual pertence ou da cor, simplesmente, da pessoa é tarefa nada fácil a ser tratada, principalmente, quando a população apresenta uma grande miscigenação.

E, embora, a Legislação máxima do nosso país garanta que todos os grupos étnicos sejam iguais perante a lei, sabemos que nem sempre o mesmo princípio corresponde na prática.
. ESTRUTURA ETÁRIAA composição da população, em termos de idade e sexo, é representada através de gráficos sob a forma de pirâmides etárias.
Os principais elementos de uma pirâmide etária são:
- Base (parte inferior, representando a população jovem);
- Corpo (parte intermediária/representando a população adulta);
- Cume ou ápice (parte superior/ representando a população idosa);

- Ordenada (grupos ou faixas de idade);
- Abcissa (quantidade de pessoas em valor absoluto ou porcentagem).
Considera-se para efeito de faixas etárias, os seguintes segmentos:
. 0 a 19 anos: população jovem;
. 20 a 59 anos: população adulta;
. acima de 60 anos: população idosa.
Daí a origem da expressão “terceira idade” voltada para a população idosa.
As pirâmides de “países jovens”, ou seja, onde há elevada proporção de jovens em relação aos demais segmentos, apresentam uma base larga e o cume estreito, demonstrando baixo número de idosos. Este formato de pirâmide caracteriza a estrutura da população da maior parte dos países subdesenvolvidos.

Por sua vez, os chamados “países velhos” são aqueles, cuja estrutura etária configura uma pirâmide de base mais estreita, configurando a baixa porcentagem de jovens e o cume mais largo, tendo em vista a grande proporção de idosos.

O formato da pirâmide etária vai sofrer modificações estruturais em função da evolução demográfica dos países, a qual se encontra interligada ao estágio sócio-econômico vigente.

Notadamente, quando ocorre o desenvolvimento do país, verifica-se um gradativo estreitamento da base da pirâmide e um alargamento tanto do corpo quanto do ápice. Isso decorre em razão da redução da taxa de natalidade e do aumento da expectativa de vida da população. 

Em termos de sexo, na pirâmide etária, os homens são representados à esquerda e mulheres à direita. O eixo vertical representa as idades e o eixo horizontal pode representar o número de habitantes.


CLIQUE AQUI E VEJA MAIS SOBRE PIRÂMIDE ETÁRIA



. ESTRUTURA POR OCUPAÇÃO PROFISSIONALO levantamento da estrutura da população, neste aspecto, classifica o indivíduo em dois grupos, levando em consideração a sua situação em termos de ocupação profissional e, também, de idade (no que se refere aos menores de idade). 
Vale ressaltar aqui que o termo ocupação subentende-se em atividade no mercado de trabalho formal (com carteira assinada e todos os direitos trabalhistas assegurados) como o informal (sem registro e direitos trabalhistas).
Sendo assim, a população pode ser classificada em:

. População Economicamente Ativa (PEA): é considerada deste grupo, toda e qualquer pessoa que esteja empregada ou à procura de emprego.

A idade base considerada para o cálculo da PEA, nos países desenvolvidos, é a de 15 anos. No caso do Brasil, a idade é de 16 anos, tendo em vista que a Constituição Brasileira estabelece esta faixa etária como idade mínima para o ingresso no mercado de trabalho.

. População Economicamente Inativa (PEI):faz parte deste grupo, os indivíduos que não estão empregados, como os aposentados, as donas de casa que não exercem atividade econômica remunerada, as crianças e adolescentes que ainda não atingiram a idade mínima para ingressar no mercado e os estudantes.
É importante frisar a importância direta e indiretamente da População Economicamente Ativa sobre a População Economicamente Inativa, pois a mesma é que contribui e assegura condições para a viabilização de investimento sociais, tanto na área de educação, saúde e segurança pública, bem como à aposentadoria.
Marli Vieira
Blog geografia em fo
(Imagem capturada na rede)

EXERCÍCIOS SOBRE CONCEITOS DEMOGRÁFICOS

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

ENEM


Bom dia alunos, hoje é dia de (SÓ) descansar bastante, mas como ainda há alguns desesperados vou repetir o que falamos durante o ano todo, o ENEM, traz questões que priorizam o raciocínio analítico e crítico. Portanto, não adianta decorar todo o livro de Geografia, e nem os nomes dos afluentes do rio Amazonas. Você vai ter que mostrar que realmente aprendeu aquela “matéria chata” não pela decoreba, mas pelo seu verdadeiro interesse. A prioridade do ENEM é avaliar a capacidade para resolver problemas. Em vez da matéria, o que vale são as competências e habilidades dos candidatos.
Então selecionei alguns temas importantes para a prova:
- Problemas urbanos (violência, habitação etc.);
- Agropecuária brasileira (estrutura fundiária e áreas de produção);
- Questão ambiental (o que inclui desmatamento, assoreamento, aquecimento global, erosão etc.) são os temas mais abordados, o que abre a possibilidade de abordagem de temas como a Rio+20 e o Código Florestal.
- Crise alimentar (Ligação com o petróleo);
- Floresta Amazônica e Cerrado (agronegócio);
- Fontes de Energia
- Relações Sociais nas Tendências Trabalhistas
- Teorias demográficas: Malthus, Reformista e Neomalthusiana.
- Xenofobia / imigração
- América do Sul ( Fique atento para as FARCs na Colômbia/eleições na Venezuela/ economia do Chile e principalmente a da Argentina
- Continente africano tem ficado fora do ENEM, quem sabe venha esse ano. Destaque para região Norte (Primavera Árabe).
Para se sair bem no ENEM é preciso saber pensar (use do bom censo, da lógica…enfim use sua inteligência), se conseguir fazer isso, sucesso garantido na prova.
Acredito na sua capacidade e estou torcendo muito muito muito por todos vocês!!!!

domingo, 30 de setembro de 2012

FURACÕES E TORNADOS

ENTENDA COMO SE FORMA A VENTANIA ARRASADORA QUE PODE DEIXAR UM RASTRO DE MILHARES DE MORTOS.

1. O furacão começa com a combinação de dois fatores: ar quente e úmido e a água aquecida dos oceanos das regiões tropicais.

2. As correntes de ar se aquecem em contato com a água, ficam mais leves e sobem, formando as primeiras nuvens. Enquanto sugam energia das águas quentes, essas correntes vão circulando em direção ao olho do furacão - região de baixa pressão no centro.

3. O atrito das correntes de ar com a superfície do mar faz com que os ventos e as nuvens girem de oeste para leste, no sentido de rotação da Terra. O ar mais quente vai subindo numa espiral pelo olho do furacão.
4. Quando as nuvens atingem 5 mil metros de altura, começa a chover. Nesse ponto, o ar seco ascendente encontra as nuvens, resfria-se, ficando mais pesado, e desce pelo olho do furacão. Esse ar, ao chegar à superfície do mar, vai formar novas nuvens.

5. O ciclone passa a se deslocar quando ventos externos sopram na direção oeste em grande velocidade. Se ele chegar ao continente e encontrar baixa a umidade do ar, as nuvens se desfazem e - ufa! - o vendaval acaba.

CICLONE, TUFÃO, FURACÃO OU TORNADO?
Embora essa palavras sejam comumente usadas como sinônimos de furacão, há uma pequena diferença entre elas. Na verdade, o "pai de todas as tempestades" seria o ciclone, como denominamos qualquer perturbação atmosférica em cujo centro a pressão é muito baixa, provocando ventos circulares e superiores a 119km/h. Ele ocorre nas regiões tropicais, sobre mares quentes. A diferença refere-se a mais uma questão de localização. Em geral, o ciclone que se forma sobre o oceano Atlântico é chamado de furacão, enquanto o que se forma sobre o oceano Pacífico é conhecido como tufão. Por fim, há o caso dos tornados, que surgem sobre o continente, após o choque de uma massa de ar quente com outra de ar frio - a ventania toma a forma de um cone invertido e sai num turbilhão arrasador com velocidades de até 500 km/h.


ESCALA DE DESTRUIÇÃO

Categoria 1: Ventos de 119 a 153 km/h.
Danos mínimos.
Quase não há destruição, mas o vento arrasta arbustos e derruba galhos de árvores, além de causar pequenas inundações.

Categoria 2: Ventos de 154 a 177 km/h.
Danos moderados.
Telhados e janelas são danificados. Ondas de até 2,4 metros acima do normal inundam ruas da orla, obrigando a retirada dos moradores.

Categoria 3: Ventos de 178 a 209 km/h.
Danos grandes.
A ventania consegue derrubar árvores, inundando e abalando edificações. Construções pouco resistentes podem desabar.

Categoria 4: Ventos de 210 a 249 km/h.
Danos extremos.
Paredes e tetos de grandes construções são derrubados e ondas de até 5 metros acima do normal provocam inundações graves.

Categoria 5: Ventos superiores a 249 km/h.
Danos catastróficos.
É alta a possibilidade de mortes. Árvores são arrancadas e edifícios podem cair. Os danos se espalham pela região, que precisa ser evacuada.


Fonte: Guia do Estudante Geografia 2012 - Editora Abril

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

CONSIDERAÇÕES SOBRE OS ESTUDOS DO RELEVO BRASILEIRO


O relevo brasileiro tem formação antiga é resultado, principalmente, da sucessão de ciclos climáticos e da ação das forças internas da Terra, como a movimentação das placas tectônicas, as falhas e o vulcanismo.
Existem diferentes classificações do relevo brasileiro, cada uma obedecendo a um critério. Entre as mais conhecidas estão a realizada em 1940 pelo professor Aroldo Azevedo, que utilizou como critério o nível altimétrico. Na década de 1950, o professor Aziz Ab´Saber apresentou uma nova classificação, baseando no processo de erosão e sedimentação. A mais recente classificação do relevo brasileiro é de 1995, elaborada pelo professor do departamento de geografia da Universidade de São Paulo (USP), Jurandyr Ross. Seu trabalho tem como referência o projeto Radambrasil, um levantamento realizado no território brasileiro, entre 1970 e 1985, com um equipamento espacial de radar instalado em avião. Ross considera 28 unidades de relevo, divididas em planaltos, planícies e depressões.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

DICAS PARA O ENEM 2012


Faltam apenas dois meses para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e, para quem está com medo de não dar tempo para estudar tudo, vai uma dica. O Portal da Band reúne, a partir deste domingo, os principais temas que podem cair na prova de acordo com cada matéria.
As primeiras dicas vão para a prova de Geografia. O Universia Brasil realizou um mapeamento das questões do exame desde a primeira prova, em 1998, até a edição mais recente, em 2011.
Segundo o professor Daril Francisco Feltrin, do cursinho Oficina do Estudante, se compararmos as primeiras edições às mais recentes perceberemos que a prova ficou mais óbvia e simples. "Para acertar as questões, é preciso analisar a atualidade, ler jornais e boas revistas, prestar atenção nos noticiários, principalmente no que é analisado nos primeiros seis meses do ano, de janeiro a junho", afirma.
De acordo com o docente, porém, a matéria pode estar relacionada a outras áreas de estudo, como a Biologia (em análises de aspecto ambiental) e História (ao contar o contexto de determinado aspecto socioeconômico).
Confira, abaixo, o que mais é cobrado nas questões de geografia do Enem:
Agricultura
Dentro deste tema estão assuntos como reforma agrária e problemas de distribuição de terra, extrativismo predatório, agronegócio, agropecuária, fome e subalimentação no Brasil e América Latina, além de possíveis impactos sociais da agricultura. 
Por exemplo, o êxodo rural. “Ao falar de agricultura ou agronegócio no Enem a questão provavelmente terá um texto introdutório com maior número de linhas, sendo cobrada do aluno boa interpretação de texto. Uma dica é tentar transformar o enunciado em uma alternativa correta”, indica Feltrin.
Aspectos Socioeconômicos
São cobrados assuntos como desemprego, migração, mortalidade infantil, natalidade, indicadores de saúde, IDH (índice de desenvolvimento humano). 
Outros assuntos bastante abordados são os dados sobre a população, como crescimento e envelhecimento. “Gráficos e tabelas aparecem especialmente nestas questões. É necessário prestar atenção diretamente na tabela e não apenas nas alternativas, identificando nela quais são as informações necessárias para responder a questão”, explica o professor.
Desenvolvimento e Impactos Ambientais
Questões sobre problemas ambientais como o desmatamento, efeito estufa, enchentes, recursos hídricos, petróleo, poluição, a usina hidroelétrica de Belo Monte, lixo e energia também são muito frequentes. Esses assuntos costumam estar relacionados com Biologia. 
Para 2012, Feltrin indica assuntos como a Rio+20 e o Novo Código Florestal com possibilidades de serem cobrado pelo exame.
Geopolítica
Os tópicos cobrados no Enem sobre geopolítica estão normalmente relacionados a algum contexto histórico apresentado no enunciado da pergunta. Assuntos como globalização, terrorismo, petróleo e guerras, Mercosul, união de livre comércio entre países da América Latina, Primavera Árabe e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) costumam cair com frequência. 
O professor Feltrin completa que o aluno deve “procurar informações em jornais, noticiários e mudanças geopolíticas recentes nos mapas como, por exemplo, a questão do novo país africano, Sudão do Sul.
Além disso, o especialista indica assuntos como as eleições presidenciais nos EUA, ditadura militar no Brasil e a Comissão da Verdade, o populismo, trabalho escravo no Estado de São Paulo e a imigração de haitianos para o país como grandes candidatos para serem cobrados neste ano.
Independentemente do tema apresentado nas questões, é a capacidade de interpretação de texto do aluno que irá indicar o seu sucesso. “A análise de tabelas, textos e mapas é muito frequente. O Enem costuma avaliar as habilidades e competências do aluno, não apenas conteúdos, pois é uma prova voltada para o ensino médio e não funciona como os vestibulares tradicionais”, completa o professor.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

URBANIZAÇÃO


URBANIZAÇÃO MUNDIAL


A partir do século XVIII, com a Revolução Industrial, as atividades industriais e de serviços expandiram-se nas cidades, consolidando seu papel centralizador.

São Paulo e seu crescimento urbano
Urbanização é um processo de afastamento das características rurais de uma localidade ou região, para características urbanas. Usualmente, esse fenômeno está associado ao desenvolvimento da civilização e da tecnologia. Demograficamente, o termo denota a redistribuição das populações das zonas rurais para assentamentos urbanos. O termo também pode designar a ação de dotar uma área com infra-estrutura e equipamentos urbanos, o que é similar a significação dada à urbanização pelo Dicionário Aurélio - Século XXI: "conjunto dos trabalhos necessários para dotar uma área de infraestrutura (por exemplo, água, esgoto, gás, eletricidade) e/ou de serviços urbanos (por exemplo, de transporte, de educação, de saúde)". Ainda pode ser entendido somente como o crescimento de uma cidade.
Em 2008, pela primeira vez na história, o número de pessoas vivendo em cidades superou o número de pessoas vivendo no campo. A humanidade parece estar deixando para trás o longo passado rural, e caminhando rapidamente para um futuro cada vez mais urbano. De acordo com estimativas da ONU, entre 2005 e 2030, todo o crescimento da população mundial ocorrerá em cidades, especialmente naquelas situadas em países pobres.
As cidades resultam de um processo de ocupação e organização do espaço com algumas características comuns. Em primeiro lugar, são locais de grande aglomeração de pessoas. Desde os primeiros núcleos urbanos, isso representou certo grau de permanência, de vida sedentária, rompendo a intensa mobilidade dos povos nômades. Mas foi também nas primeiras cidades que surgiram ou se especializaram atividades distintas daquelas realizadas no campo, tais como o comércio, a administração e as ligadas à defesa dos territórios.
A partir do século XVIII, com a Revolução Industrial, as atividades industriais e de serviços expandiram-se enormemente nas cidades, intensificando ainda mais a concentração da população nesses espaços e consolidando seu papel centralizador.
Os critérios que distinguem o urbano e o rural são definidos pelas agências nacionais de estatísticas (no caso do Brasil, o IBGE), de acordo com as normas estabelecidas pela legislação de cada país. Por isso mesmo, eles variam muito de um país para outro e são muito relativos. Na Islândia, uma aglomeração com apenas 300 habitantes já é classificada como cidade; na Grécia, seriam necessários 10 mil habitantes para atingir o mesmo status. No Brasil são considerados urbanos aqueles que residem na sede dos municípios ou na sede dos distritos municipais, independentemente do número de habitantes.
Quando falamos em urbanização, estamos nos referindo ao aumento da porcentagem de população urbana em relação à porcentagem de população rural. Em um país urbanizado, a porcentagem da população vivendo em assentamentos considerados urbanos é superior à da população rural. Esse fato ocorre principalmente devido ao êxodo rural, ou seja, à migração rural-urbana. O nível de urbanização é a percentagem da população total que vive nas cidades; a taxa de urbanização refere-se ao ritmo de crescimento da população urbana.
Nas economias modernas, o mundo rural é fortemente conectado ao mundo urbano. Máquinas e equipamentos industrializados, assim como tecnologias produzidas na cidade, são consumidos nas áreas rurais, que, por sua vez, abastecem as cidades com alimentos e matérias-primas. Quanto maior o grau de modernização técnica da agricultura, menor é a oferta de trabalhadores agrícolas e mais urbanizada tende a ser sociedade.
Entretanto, existe uma grande diferença entre população rural e população agrícola. População rural é aquela que mora em áreas rurais; população agrícola é aquela diretamente vinculada ao trabalho na agricultura e na pecuária. No estado de São Paulo, por exemplo, aproximadamente metade da população rural realiza atividades não agrícolas, tais como prestação de serviços domésticos e de lazer.
Com o crescimento desordenado, surgem as favelas

AS ONDAS DE URBANIZAÇÃO

A primeira grande onda de urbanização, circunscritas aos países mais desenvolvidos da Europa e da América do Norte, ocorreu entre 1750 e 1950, quando a taxa de urbanização do conjunto desses países passou de 10% para 52%, e a população urbana cresceu de 15 para 423 milhões de pessoas. A pioneira Inglaterra já apresentava nível de urbanização superior a 50% em 1850. A industrialização, o desenvolvimento das cidades e a modernização agrícola explicam esse processo, que gerou inúmeros problemas ambientais e sociais.
Uma segunda onda de urbanização teve início em 1950, nos países subdesenvolvidos da América Latina, Ásia e da África. Trata-se de um processo muito mais veloz. A ONU estima que a população urbana deverá duplicar entre 2005 e 2030, com crescimento acelerado na América Latina, que já apresenta nível de urbanização superior ao da Europa.
Cerca de 80% do crescimento urbano no planeta entre 2005 e 2030 deverá ocorrer na Ásia e na África, que no final deste período abrigarão quase sete de cada dez habitantes urbanos no mundo. Entretanto, a China e a índia, que têm as maiores populações do mundo, ainda contam com grande porcentagem de população rural.
A segunda onda de urbanização pode ser explicada pela concentração da propriedade da terra e pala falta de apoio aos pequenos agricultores, que expulsam continuamente a população agricola. Em diversos países pobres, a migração rural-urbana se destina a um número reduzido de cidades. Motevidéu, no Uruguai Buenos Aires, na Argentina, e Seul, na Coreia do Sul, são exemplos de cidades que concentram mais de 50% da população urbana do país, fenômeno conhecido como macrocefalia urbana, isto é, caracterizada pelo desequilíbrio populacional de uma determinada região que pode ser classificada como cidade, estado ou país onde se tornam dominantes e autoritárias em relação a outras cidades por ser favorecida pela quantidade de habitantes que contém e também pela grande quantidade de indústrias em seu território.
Os grande aglomerados urbanos no mundo
A rápida urbanização dos países subdesenvolvidos está sendo acompanhada de um novo conjunto de problemas ammbientais, sociais e de saúde, já que não vem sendo acompanhada pelos investimentos em infraestrutura, como energia, água e saneamento, e principalmente, pela oferta de trabalho.
Para a maior parte da população recém-chegada do campo, sobram apenas empregos temporários, de baixa remuneração, e moradias precárias, tais como as favelas e os cortiços. A situação de exclusão social gera violência urbana e alimenta o aliciamento dos mais jovens para as atividades ilegais, tais como o tráfico de drogas.
Entyretanto, mesmo nessas condições, a ONU acredita que a urbanização do planeta pode ser um fenômeno positivo.

URBANIZAÇÃO: PROBLEMA OU SOLUÇÃO?

"A urbanização - o aumento da parcela urbana na população total - é inevitável e pode ser positiva. A atual concentração da pobreza, o crescimento das favelas e a ruptura social nas cidades compõem, de fato, um quadro ameaçador. Contudo, nenhum país na era industrial conseguiu atingir um crescimento econômico significativo sem a urbanização. As cidades concentram a pobreza, mas também representam a melhor oportunidade de se escapar dela. As cidade também refletem os danos ambientais causados pela civilização moderna; entretanto, os especialistas e os formuladores de políticas reconhecem cada vez mais ovalor potencial das cidades para a sustentabilidade a longo prazo. Mesmo que as cidades gerem problemas ambientais, elas também contêm as soluções. Os benefícios potenciais da urbanização compensam amplamente suas desvantagens. O desafio está em aprender como explorar suas possibilidades."
As megacidades espalhadas pelo mundo

METRÓPOLES, MEGACIDADES E CIDADES GLOBAIS

Em 200, o tamanho médio das 100 maiores cidades do mundo era cerca de dez vezes maior do que em 1900.
Apesar desse aumento espantoso, mais metade da população urbana mundial vive em cidades com menos de 500 mil habitantes. No outro extremo, 9% da população mundial habita cidades com mais de 10 milhões de habitantes, classificadas pela ONU como megacidades.
Atualmente, a maior parte das megacidades do mundo está situada em países subdesenvolvidos. É o caso de Mumbai (ex-Bombaim), Délhi e Calcutá, na Índia; Jacarta, na Indonésia; São Paulo, no Brasil; de Buenos Aires, na Argentina; da Cidade do México, no México; de Pequim (Beijing) e de Xangai, na China. Nos países desenvolvidos destacam-se as megacidades de Nova York e Tóquio.
No entanto, muitas megacidades combinam a redução da taxa de crescimento natural de suas populações com movimentos migratórios em direção a outros centros urbanos, o que tem como resultado um crescimento populacional moderado ou baixo. Isso ocorre, por exemplo, em Buenos Aires, Calcutá, Cidade do México, São Paulo e Seul.
As megacidades reúnem migrantes de diversas procedências, muitos deles constituindo grupos de variadas etnias. Dessa forma, além de serem centros de economia dinâmica, crescimento e inovação, são territórios de grande diversidade cultural. Por outro lado, elas também são pontos de concentração de desigualdades sociais e de degração ambiental.
A concentração da população nas cidades provocou dois processos interligados: a verticalização das áreas mais centrais e o surgimento de novos loteamentos na periferia urbana.
O principal fator responsável pela verticalização é o aumento dos preços dos terrenos nos bairros com melhor infraestrutura e acessibilidade. O valor elevado por metro quadrado torna rentável a indústria da construção civil, que atua agressivamente na obtenção de lotes e na oferta de empreendimentos imobiliários. Um dos melhores exemplos desse processo é o da região da Central Park, em Nova York: é preciso pagar um preço astronômico para ter o privilégio de usufruir a melhor vista da cidade.
Nas últimas décadas, porém, os novos loteamentos na periferia crescem mais rápido do que a verticalização, dando origem ao fenômeno da periurbanização.
As causas desse fenômeno são variadas. O elevado custo dos imóveis nos bairros mais próximos do centro expulsa a população de menor renda, que busca solucionar seu problema de moradia nos loteamentos mais distantes, deficientes em infraestrutura e serviços urbanos adequados. Por sua vez, a população de maior renda investe em loteamentos de alto luxo fora do núcleo central, longe da poluição e do congestionamento.
A maior parte do lixo urbano ainda é jogado em lixões a céu aberto
O processo de expansão territorial das cidades muitas vezes resulta na formação de grandes manchas urbanas, que atravessam as fronteiras municipais. Esse fenômeno é conhecido como conurbação.
A região do ABCD de São Paulo é um exemplo típica dessa situação, pois une fisicamente as áreas urbanas Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano Sul e Diadema. Na Alemanha a urbanização se estende ao longo do Rio Reno, abrangendo cidades próximas como Colônia, Dusseldorf, Essen e Bonn.
As cidades mais importantes de um país, ou a cidade principal de uma rede urbana conurbada, recebem o nome de metrópole (junção de duas palavras gregas: menter, mãe, e pólis, cidade). A influência das metrópoles se estende de forma acentuada às cidades vizinhas, funcionando como polos de prestação de serviços sofisticados.
As metrópoles nacionais exercem influência em todo o território de um país. É o caso, por exemplo, de Nova York (EUA), Tóquio (Japão), Sidnei (Austrália) e São Paulo (Brasil). Já as metrópoles regionais, como Lion (sudeste da França), Vancouver (litoral do Pacífico canadense), Seattle (noroeste dos EUA) e Belém (Região Norte do Brasil), influenciam uma parte do território do país.
As megalópoles são as maiores aglomerações urbanas da atualidade. Elas se formam pela expansão ou pela conurbação de duas ou mais metrópoles, originando uma extensa área urbanizada. Em geral, uma ou mais metróples polarizam, ou seja, exercem influência em toda a região conurbada.
A mais antiga e maior megalópole é a chamada Bos-Wash, na costa nordeste dos Estados Unidos. Ela se estende por territórios de dez estados, desde Boston (Bos) até Washington (Wash), abrangendo a importante metrópole de Nova York, além de Baltimore e Filadélfia. Concentra cerca de 20% da população total do país.
Na Inglaterra, destaca-se a megalópole Londres-Birmingham-Manchester. No sudeste do Japão, a megalópole de Tokaido abrange Tóquio, Nagoya, Hamamatsu, Osaka, Kyoto, Kobe, Hiroshima e Nagasaki e estende-se por grande parte do território japonês.
Algumas cidades tornaram-se centros de poder. Elas coordenam e centralizam atividades terciárias (bancos, publicidade, consultorias etc.) e são promotoras da integração das economias nacionais com os mercados mundiais. Conhecidas como cidades globais, constituem espaços essenciais de administração, coordenação e planejamento da economia capitalista nesta época de globalização. Observe algumas características dessas cidades.
Dotadas de boa infraestrutura, comandam as atividades produtivas.
São polos financeiros, comerciais e de serviços. Por elas transitam a maior parte do dinheiro que alimenta os mercados financeiros internacionais. Contam com investimentos em tecnologia de ponta.
Sediam grandes empresas transnacionais.
Têm profunda integração com a economia global,irradiam progressos tecnológicos e polarizam os fluxos das redes mundiais.
Integram-se às redes mundiais por um conjunto de atividades que caracterizam a fase econômica atual, como serviços especializados e alta tecnologia para a indústria e para o comércio: escritórios, consultorias, publicidade, financiamentos, telecomunicações etc.
Considerando essas características, a maior parte das megacidades não são cidades globais. É o caso da maior parte das megacidades dos países subdesenvolvidos, que possuem precária infraestrutura de transportes e de comunicações e nas quais predomina a população de baixa renda. Por outro lado, algumas cidades globais são relativamente pequenas em termos populacionais.
Alguns autores chegam alistar 55 cidades globais no mundo, como Zurique, na Suíça; Nova York, nos Estados Unidos; e Tóquio, no Japão. A maior parte dessas cidades localiza-se em países desenvolvidos, mas a rede se estende também por cidades em países subdesenvolvidos, como Cingapura, Cidade do México e São Paulo. Entretanto, alguns estudiosos consideram que o fenômeno mais importante da atualidade é a disseminação das megacidades, e que, em alguma medida, toda cidade é global.

A SOCIEDADE URBANA

Em todo o mundo, a população que migra do campo para acidade busca uma vida mais confortável, a possibilidade de consumir mais produtos e usufruir melhores serviços. Entretanto, principalmente nos países periféricos, as estatísticas mostram que a maior parte da população urbana é composta de pessoas pobres, ainda que de modo geral elas expressem preferência pela vida na cidade devido às condições de extrema carência em que viviam no meio rural.
Com possibilidades limitadas de emprego, uma parcela considerável da população que migra para as cidades integra-se na economia informal, composta de atividades não regulamentadas, ficando à margem do sistema tributário.

SANEAMENTO E LIXO URBANO

Segundo a ONU, em 2005 havia 2,6 bilhões de pessoas (quase metade da população mundial) sem acesso a saneamento adequado. Essas pessoas têm de recorrer a fossas, lagos, rios e córregos já poluídos com excrementos humanos ou de animais. Em Nairóbi, no Quênia, a falta de sanitários e de saneamento nos bairros pobres obrigam as pessoas a usar sacos plásticos para recolher suas fezes e deixá-los nas ruas.
Com o crescimento e a multiplicação das cidades, surgiu outro problema ambiental: a escassez de áreas para destinação do lixo sólido. O maior consumo de produtos industrializados e, principalmente, de produtos descartáveis aumentou o volume de lixo assustadoramente, tornando seu destino um dos maiores problemas da sociedade moderna.
Na maioria das cidades so mundo menos desenvolvido as montanhas de lixo geradas diariamente são depositadas em lixões a céu aberto. Esse modo de destinação final do lixo causa graves problemas ambientais: a deteriorização dos materias exala odores fortes, contamina as águas superficiais e subterrâneas pela infiltração do chorume - um líquido proveniente da decomposição do lixo - e é foco de transmissão de doenças à população do seu entorno.
A incineração do lixo, outra destinação dada ao lixo em diversas cidades, reduz entre 60% e 90% o volume dos resíduos sólidos, transformando-os em gases, calor e materiais inertes. Entretanto, polui o solo, as águas e o ar com cinzas e escórias de metal.
Vejamos algumas soluções para uma melhor destinação ao lixo.
O aterro sanitário é um processo de redução do volume dos resíduos sólidos. Após a deposição no solo, o lixo é compactado e coberto diariamente com uma camada de terra, oferecendo menor risco à saúde pública. Muitos aterros exploram o biogás, produzido pela decomposição da matéria orgânica depositada, permitindo a produção de eletricidade.
A usina de compostagem é uma instalação que transforma o lixo orgânico (restos de alimentos, cascas e bagaços de frutas, verduras, legumes, podas de jardim) em composto (adubo) para uso agrícola.
A usina de reciclagem promove a separação de materiais como metais, vidros, plásticos e papéis para reutilização, o que traz muitos benefícios, como economia de divisas, de energia e de matéria-prima.