quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
UM FRAGMENTO DA ESCRAVIDÃO
Mais de um século após a extinção do escravismo, Brasil ainda vê pessoas subjugadas em condições semelhantes
Nenhuma instituição se encravou mais profundamente na vida brasileira, com efeitos perniciosos, do que a escravidão. Ela perdurou, como se sabe, por quase 400 anos, mudando apenas de objeto, ao passar, preferencialmente, do índio ao negro.
Pesquisas recentes, de historiadores como João Fragoso e Manolo Florentino, quantificaram a importância do comércio de escravos, em mãos de brasileiros desde meados do século 18, revendo assim a interpretação da história colonial, muito concentrada na acumulação de riqueza por parte dos grandes senhores do açúcar. Convém lembrar que a propriedade de escravos foi um desejo comum de toda a sociedade brasileira, rica ou pobre, havendo gente de limitadas posses que era proprietária de um ou dois escravos, de cujos serviços jamais imaginaria prescindir.
Aqui, trato de um expressivo fragmento ideológico dessa história, focando um parecer examinado pela Seção de Negócios Estrangeiros do Conselho de Estado, de abril de 1859, publicado num livro da Fundação Alexandre de Gusmão, do Ministério das Relações Exteriores, em 2005, intitulado "O Conselho de Estado e a Política Externa - Consultas da Seção dos Negócios Estrangeiros (1858-1862)".
Como só historiadores têm a obrigação de saber o que foi o Conselho de Estado, e todas as demais pessoas não necessariamente, convém lembrar que se tratava de um órgão consultivo previsto na Constituição brasileira de 1824, composto de no máximo dez membros vitalícios, de religião católica, com idade não inferior a 40 anos, nomeados pelo imperador.
O Conselho era ouvido "em todos os negócios graves e medidas gerais da administração", incluindo-se entre elas quase todas em que o imperador se dispunha a utilizar seu Poder Moderador, também previsto no texto constitucional.
Órgão centralizador
Tido, com razão, como um órgão típico da centralização conservadora do Império, o Conselho de Estado foi suprimido pela Regência, em 1834, quando a onda oligárquico-liberal descentralizadora ganhou força no país. Com a maioridade de d. Pedro 2º, no âmbito do chamado "regresso", o Conselho de Estado voltou a funcionar a partir de 1841, exercendo suas funções até o fim do Império.
O parecer que desejo ressaltar versa sobre a questão da cidadania dos escravos libertos, nascidos fora do Brasil, suscitada pela legação imperial brasileira em Montevidéu. Seu autor era uma figura destacada do Império, José Antonio Pimenta Bueno, consultor do Ministério dos Negócios Estrangeiros, mais tarde visconde e marquês de São Vicente.
O entendimento de Pimenta Bueno, segundo o qual os libertos, nas condições apontadas, eram cidadãos brasileiros, foi submetido ao exame do Conselho de Estado e contraditado pelo parecer deste. O relator da matéria foi Eusébio de Queiroz, responsável pela iniciativa da lei que extinguira o tráfico de escravos para o Brasil, em 1850.
Ao lado de outros argumentos jurídicos, o pronunciamento do Conselho, acolhido pelo imperador, lembrou os precedentes e assinalou o fato de que muitos libertos nessas condições haviam sido deportados para fora do Império, na Bahia e no Rio de Janeiro.
Vê-se, pois, que, na dúvida sobre a nacionalidade do liberto, o governo imperial preferia considerá-lo indesejável, expulsando-o do país. O dado mais significativo do texto de Pimenta Bueno é a forma inteiramente natural com que trata da condição jurídica do escravo, a respeito da qual elabora uma construção lógica arrepiante aos nossos olhos e, ao mesmo tempo, incontrastável. Vale a pena reproduzir um trecho.
Sem pátria
"O art. 6º, parágrafo 1 da Constituição não reconheceu como cidadãos brasileiros os escravos, enquanto escravos, embora nascidos no Brasil, e, certamente, não podia nem devia reconhecê-los como tais, porque os escravos são antes uma propriedade, embora de natureza especial, do que pessoas no gozo de seus direitos e, assim, não podem ser membros da sociedade civil e, menos, da sociedade política; o declará-los cidadãos valeria o mesmo que libertá-los. Ora, daí deduziremos uma primeira conseqüência e é que, qualquer que seja o lugar do nascimento, o escravo enquanto escravo não tem pátria nem nacionalidade; sua naturalidade é indiferente em relação à sociedade civil ou política, pois que ele não é membro dela."
Esse texto impressiona o olhar de hoje não porque não saibamos que o escravo era considerado coisa, um semovente cuja obrigação consistia em seguir seu dono, embora conseguisse, por muitas formas, na vida real, abrir brechas nessa condição e, bem ou mal, afirmar-se como pessoa.
As afirmações do parecer se destacam pelo seu caráter prescritivo e pela formulação lógica em que declara, com todas as letras, mais do que a marginalidade, a inexistência como gente, de um setor da sociedade, que, na época, representava algo em torno de 17% da população.
A uma distância de mais de um século da extinção do sistema escravista, é doloroso saber que até hoje existem no país pessoas subjugadas em condições semelhantes ao do escravo, sejam elas negras, caboclas, mulatas ou brancas.
Atitude humilde
E é o caso de nos perguntarmos também, com certa humildade, que práticas comuns ao nosso tempo não serão vistas como absolutamente inadmissíveis daqui a cem anos: a desigualdade social? A destruição dos bens naturais? As condições de vida nas grandes cidades? A poluição ambiental? A persistente discriminação racial? Ou será hipótese assustadora que tudo será pior e os nossos pósteros terão saudades dos tempos em que nós existimos?
Pesquisas recentes, de historiadores como João Fragoso e Manolo Florentino, quantificaram a importância do comércio de escravos, em mãos de brasileiros desde meados do século 18, revendo assim a interpretação da história colonial, muito concentrada na acumulação de riqueza por parte dos grandes senhores do açúcar. Convém lembrar que a propriedade de escravos foi um desejo comum de toda a sociedade brasileira, rica ou pobre, havendo gente de limitadas posses que era proprietária de um ou dois escravos, de cujos serviços jamais imaginaria prescindir.
Aqui, trato de um expressivo fragmento ideológico dessa história, focando um parecer examinado pela Seção de Negócios Estrangeiros do Conselho de Estado, de abril de 1859, publicado num livro da Fundação Alexandre de Gusmão, do Ministério das Relações Exteriores, em 2005, intitulado "O Conselho de Estado e a Política Externa - Consultas da Seção dos Negócios Estrangeiros (1858-1862)".
Como só historiadores têm a obrigação de saber o que foi o Conselho de Estado, e todas as demais pessoas não necessariamente, convém lembrar que se tratava de um órgão consultivo previsto na Constituição brasileira de 1824, composto de no máximo dez membros vitalícios, de religião católica, com idade não inferior a 40 anos, nomeados pelo imperador.
O Conselho era ouvido "em todos os negócios graves e medidas gerais da administração", incluindo-se entre elas quase todas em que o imperador se dispunha a utilizar seu Poder Moderador, também previsto no texto constitucional.
Órgão centralizador
Tido, com razão, como um órgão típico da centralização conservadora do Império, o Conselho de Estado foi suprimido pela Regência, em 1834, quando a onda oligárquico-liberal descentralizadora ganhou força no país. Com a maioridade de d. Pedro 2º, no âmbito do chamado "regresso", o Conselho de Estado voltou a funcionar a partir de 1841, exercendo suas funções até o fim do Império.
O parecer que desejo ressaltar versa sobre a questão da cidadania dos escravos libertos, nascidos fora do Brasil, suscitada pela legação imperial brasileira em Montevidéu. Seu autor era uma figura destacada do Império, José Antonio Pimenta Bueno, consultor do Ministério dos Negócios Estrangeiros, mais tarde visconde e marquês de São Vicente.
O entendimento de Pimenta Bueno, segundo o qual os libertos, nas condições apontadas, eram cidadãos brasileiros, foi submetido ao exame do Conselho de Estado e contraditado pelo parecer deste. O relator da matéria foi Eusébio de Queiroz, responsável pela iniciativa da lei que extinguira o tráfico de escravos para o Brasil, em 1850.
Ao lado de outros argumentos jurídicos, o pronunciamento do Conselho, acolhido pelo imperador, lembrou os precedentes e assinalou o fato de que muitos libertos nessas condições haviam sido deportados para fora do Império, na Bahia e no Rio de Janeiro.
Vê-se, pois, que, na dúvida sobre a nacionalidade do liberto, o governo imperial preferia considerá-lo indesejável, expulsando-o do país. O dado mais significativo do texto de Pimenta Bueno é a forma inteiramente natural com que trata da condição jurídica do escravo, a respeito da qual elabora uma construção lógica arrepiante aos nossos olhos e, ao mesmo tempo, incontrastável. Vale a pena reproduzir um trecho.
Sem pátria
"O art. 6º, parágrafo 1 da Constituição não reconheceu como cidadãos brasileiros os escravos, enquanto escravos, embora nascidos no Brasil, e, certamente, não podia nem devia reconhecê-los como tais, porque os escravos são antes uma propriedade, embora de natureza especial, do que pessoas no gozo de seus direitos e, assim, não podem ser membros da sociedade civil e, menos, da sociedade política; o declará-los cidadãos valeria o mesmo que libertá-los. Ora, daí deduziremos uma primeira conseqüência e é que, qualquer que seja o lugar do nascimento, o escravo enquanto escravo não tem pátria nem nacionalidade; sua naturalidade é indiferente em relação à sociedade civil ou política, pois que ele não é membro dela."
Esse texto impressiona o olhar de hoje não porque não saibamos que o escravo era considerado coisa, um semovente cuja obrigação consistia em seguir seu dono, embora conseguisse, por muitas formas, na vida real, abrir brechas nessa condição e, bem ou mal, afirmar-se como pessoa.
As afirmações do parecer se destacam pelo seu caráter prescritivo e pela formulação lógica em que declara, com todas as letras, mais do que a marginalidade, a inexistência como gente, de um setor da sociedade, que, na época, representava algo em torno de 17% da população.
A uma distância de mais de um século da extinção do sistema escravista, é doloroso saber que até hoje existem no país pessoas subjugadas em condições semelhantes ao do escravo, sejam elas negras, caboclas, mulatas ou brancas.
Atitude humilde
E é o caso de nos perguntarmos também, com certa humildade, que práticas comuns ao nosso tempo não serão vistas como absolutamente inadmissíveis daqui a cem anos: a desigualdade social? A destruição dos bens naturais? As condições de vida nas grandes cidades? A poluição ambiental? A persistente discriminação racial? Ou será hipótese assustadora que tudo será pior e os nossos pósteros terão saudades dos tempos em que nós existimos?
Boris Fausto,
Folha de São Paulo 19/11/2005
Folha de São Paulo 19/11/2005
terça-feira, 30 de agosto de 2011
KARL MARX MANDA LEMBRANÇAS
O que estamos vendo não é erro nem acidente. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas. Em meados do século 19, Karl Marx já havia revelado como este jogo se dá.
As economias modernas criaram um novo conceito de riqueza. Não se trata mais de dispor de valores de uso, mas de ampliar abstrações numéricas. Busca-se obter mais quantidade do mesmo, indefinidamente. A isso os economistas chamam “comportamento racional”. Dizem coisas complicadas, pois a defesa de uma estupidez exige alguma sofisticação.
Quem refletiu mais profundamente sobre essa grande transformação foi Karl Marx. Em meados do século 19, ele destacou três tendências da sociedade que então desabrochava: (a) ela seria compelida a aumentar incessantemente a massa de mercadorias, fosse pela maior capacidade de produzi-las, fosse pela transformação de mais bens, materiais ou simbólicos, em mercadoria; no limite, tudo seria transformado em mercadoria; (b) ela seria compelida a ampliar o espaço geográfico inserido no circuito mercantil, de modo que mais riquezas e mais populações dele participassem; no limite, esse espaço seria todo o planeta; (c) ela seria compelida a inventar sempre novos bens e novas necessidades; como as “necessidades do estômago” são poucas, esses novos bens e necessidades seriam, cada vez mais, bens e necessidades voltados à fantasia, que é ilimitada. Para aumentar a potência produtiva e expandir o espaço da acumulação, essa sociedade realizaria uma revolução técnica incessante. Para incluir o máximo de populações no processo mercantil, formaria um sistema-mundo. Para criar o homem portador daquelas novas necessidades em expansão, alteraria profundamente a cultura e as formas de sociabilidade. Nenhum obstáculo externo a deteria.
Havia, porém, obstáculos internos, que seriam, sucessivamente, superados e repostos. Pois, para valorizar-se, o capital precisa abandonar a sua forma preferencial, de riqueza abstrata, e passar pela produção, organizando o trabalho e encarnando-se transitoriamente em coisas e valores de uso. Só assim pode ressurgir ampliado, fechando o circuito. É um processo demorado e cheio de riscos. Muito melhor é acumular capital sem retirá-lo da condição de riqueza abstrata, fazendo o próprio dinheiro render mais dinheiro. Marx denominou D - D” essa forma de acumulação e viu que ela teria peso crescente. À medida que passasse a predominar, a instabilidade seria maior, pois a valorização sem trabalho é fictícia. E o potencial civilizatório do sistema começaria a esgotar-se: ao repudiar o trabalho e a atividade produtiva, ao afastar-se do mundo-da-vida, o impulso à acumulação não mais seria um agente organizador da sociedade.
Se não conseguisse se libertar dessa engrenagem, a humanidade correria sérios riscos, pois sua potência técnica estaria muito mais desenvolvida, mas desconectada de fins humanos. Dependendo de quais forças sociais predominassem, essa potência técnica expandida poderia ser colocada a serviço da civilização (abolindo-se os trabalhos cansativos, mecânicos e alienados, difundindo-se as atividades da cultura e do espírito) ou da barbárie (com o desemprego e a intensificação de conflitos). Maior o poder criativo, maior o poder destrutivo.
O que estamos vendo não é erro nem acidente. Ao vencer os adversários, o sistema pôde buscar a sua forma mais pura, mais plena e mais essencial, com ampla predominância da acumulação D - D”. Abandonou as mediações de que necessitava no período anterior, quando contestações, internas e externas, o amarravam. Libertou-se. Floresceu. Os resultados estão aí. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas. Karl Marx manda lembranças.
Cesar BenjaminAs economias modernas criaram um novo conceito de riqueza. Não se trata mais de dispor de valores de uso, mas de ampliar abstrações numéricas. Busca-se obter mais quantidade do mesmo, indefinidamente. A isso os economistas chamam “comportamento racional”. Dizem coisas complicadas, pois a defesa de uma estupidez exige alguma sofisticação.
Quem refletiu mais profundamente sobre essa grande transformação foi Karl Marx. Em meados do século 19, ele destacou três tendências da sociedade que então desabrochava: (a) ela seria compelida a aumentar incessantemente a massa de mercadorias, fosse pela maior capacidade de produzi-las, fosse pela transformação de mais bens, materiais ou simbólicos, em mercadoria; no limite, tudo seria transformado em mercadoria; (b) ela seria compelida a ampliar o espaço geográfico inserido no circuito mercantil, de modo que mais riquezas e mais populações dele participassem; no limite, esse espaço seria todo o planeta; (c) ela seria compelida a inventar sempre novos bens e novas necessidades; como as “necessidades do estômago” são poucas, esses novos bens e necessidades seriam, cada vez mais, bens e necessidades voltados à fantasia, que é ilimitada. Para aumentar a potência produtiva e expandir o espaço da acumulação, essa sociedade realizaria uma revolução técnica incessante. Para incluir o máximo de populações no processo mercantil, formaria um sistema-mundo. Para criar o homem portador daquelas novas necessidades em expansão, alteraria profundamente a cultura e as formas de sociabilidade. Nenhum obstáculo externo a deteria.
Havia, porém, obstáculos internos, que seriam, sucessivamente, superados e repostos. Pois, para valorizar-se, o capital precisa abandonar a sua forma preferencial, de riqueza abstrata, e passar pela produção, organizando o trabalho e encarnando-se transitoriamente em coisas e valores de uso. Só assim pode ressurgir ampliado, fechando o circuito. É um processo demorado e cheio de riscos. Muito melhor é acumular capital sem retirá-lo da condição de riqueza abstrata, fazendo o próprio dinheiro render mais dinheiro. Marx denominou D - D” essa forma de acumulação e viu que ela teria peso crescente. À medida que passasse a predominar, a instabilidade seria maior, pois a valorização sem trabalho é fictícia. E o potencial civilizatório do sistema começaria a esgotar-se: ao repudiar o trabalho e a atividade produtiva, ao afastar-se do mundo-da-vida, o impulso à acumulação não mais seria um agente organizador da sociedade.
Se não conseguisse se libertar dessa engrenagem, a humanidade correria sérios riscos, pois sua potência técnica estaria muito mais desenvolvida, mas desconectada de fins humanos. Dependendo de quais forças sociais predominassem, essa potência técnica expandida poderia ser colocada a serviço da civilização (abolindo-se os trabalhos cansativos, mecânicos e alienados, difundindo-se as atividades da cultura e do espírito) ou da barbárie (com o desemprego e a intensificação de conflitos). Maior o poder criativo, maior o poder destrutivo.
O que estamos vendo não é erro nem acidente. Ao vencer os adversários, o sistema pôde buscar a sua forma mais pura, mais plena e mais essencial, com ampla predominância da acumulação D - D”. Abandonou as mediações de que necessitava no período anterior, quando contestações, internas e externas, o amarravam. Libertou-se. Floresceu. Os resultados estão aí. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas. Karl Marx manda lembranças.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
REVISÃO PARA AVALIAÇÃO TRIMESTRAL - CNEC - PARACAMBI - 7ª SÉRIE
O CONTEÚDO AQUI EXPLICITADO NÃO REPRODUZ UMA ORDEM CRONOLÓGICA FIEL DOS ACONTECIMENTOS, O MESMO TEM POR OBJETIVO AUXILIÁ-LO EM SUAS RESOLUÇÕES.
A Biotecnologia aplicada ao desenvolvimento de alguns produtos agrícolas é de todas as novas tecnologias, a que oferece o maior potencial para se elevar a produtividade, como: aplicação do nitrogênio visando utilizar água do mar para irrigação, frutas cítricas mais resistentes às geadas, trigo que cresce no deserto, etc.
Plantation é um sistema agrícola baseado na produção monocultora de gêneros tropicais para fins de exportação, praticada em grandes propriedades (latifúndios).
Transgênicos são os vegetais derivados da alteração genética onde esse processo pode alterar o tamanho das plantas, retardar a deterioração dos produtos agrícolas após a colheita ou torná-los mais resistentes às pragas, aos herbicidas e aos pesticidas, etc. Apesar das críticas de ambientalistas e de cientistas, aumentou no mundo a área cultivada de soja transgênica, com destaque para os Estados Unidos e o Brasil, que estão entre os maiores produtores mundiais.
Revolução Verde é uma estratégia de elevação da produção agrícola mundial, concebida nos Estados Unidos, por meio da introdução de um pacote tecnológico, contendo novas técnicas de cultivo, equipamentos para mecanização, fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes selecionadas.
O processo de concentração fundiária caminha junto à industrialização da agropecuária com predomínio de capitais, logo, os pequenos agricultores não conseguem competir e são forçados a abandonar suas lavouras de subsistência e vender suas terras, a intensa mecanização leva à redução do trabalho humano e à mudança nas relações de trabalho, com a especialização de funções e o aumento do trabalho assalariado e de diaristas. Essas modificações na estrutura fundiária provocam desemprego no campo, intenso êxodo rural, além de aumentar o contingente de trabalhadores sem direito a terra e sua exclusão social.
A alta especialização produtiva, que reforça a necessidade de circulação de alimentos pelo planeta é uma das características do setor agropecuário na atualidade. No entanto, os custos de produção são muito diferentes em todas as partes do planeta, políticas de subsídios agrícolas e de barreiras protecionistas foram e continuam sendo adotadas por alguns Estados (países), no sentido de proteger seus produtores rurais. Sobre o tema, o Brasil se destaca por tomar a frente nas negociações que defendem a derrubada dos subsídios e protecionismos no setor agropecuário, praticados pelos EUA e alguns países da União Europeia, restringindo as exportações dos países periféricos. O País é o criador do grupo conhecido como G-20, formado em 2003 em Cancun, México, por ocasião da reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), que deu continuidade à Rodada de Doha (2001, Catar), a qual acirrou as divergências entre ricos e pobres no comércio mundial.
Tudo bem que com a visita do presidente norte-americano ao Brasil esperava-se cair, ou pelo menos diminuir as barreiras protecionistas “impostas” pelos EUA sobre o nosso suco de laranja, carne, algodão, etc. Não foi exatamente o que se viu, mas tudo bem, a liderança brasileira trouxe como vantagens um avanço nas negociações em favor dos interesses dos países pobres, uma vez que abriu a possibilidade de maior acesso aos mercados consumidores dos países ricos, diante da flexibilização desses mecanismos protecionistas, mesmo que a médio ou em longo prazo.
Ultimamente os produtos orgânicos vêm ganhando destaque pelo mundo, estamos presenciando depois da Revolução Verde, um aumento significativo das áreas que cultivam esse tipo de produto. Apesar do preço ainda não tão satisfatório, esses produtos tem ganhado a simpatia de seus consumidores devido a alguns fatores que vem sendo apontados como responsáveis pelo crescimento dessa demanda, por exemplo: a segurança alimentar, às preocupações ambientais e ao melhor sabor dos alimentos, fatores esses que os produtos surgidos pós Revolução Verde, mesmo com tanta tecnologia não conseguiram alcançar.
É claro que não se pode negar que a chamada Revolução Verde trouxe benefícios para a população mundial, seu objetivo é, ou pelo menos era, aumentar a produtividade e evitar quebra na safra em diferentes regiões agrícolas do planeta, graças ao emprego de seus fertilizantes químicos, agrotóxicos e sementes selecionadas. No entanto, o emprego dessas técnicas, mostra também o preço que estamos pagando “do outro lado de sua moeda”, quando os fertilizantes e agrotóxicos são levados pela chuva para os córregos e rios, prejudicando o equilíbrio ecológico de seus ecossistemas, tudo bem que é justamente a utilização desses fertilizantes e agrotóxicos, que fazem com que esses produtos cultivados sejam mais vigorosos e abundantes, mas também prejudica o pequeno produtor que acaba impossibilitado de competir com os grandes latifundiários, o que acarreta entre outras coisas, o desemprego no campo e o êxodo rural.
Será mesmo que um belo “prato de salada colorida” faz tão bem assim? É justamente sobre essas consequências ecológicas e sociais que devemos sempre pensar antes de qualquer atitude tipicamente urbano capitalista.
O Brasil vem se destacando nos últimos anos como um grande exportador de produtos agrícolas e pecuários, sendo os principais, cana-de-açúcar, soja, laranja e carne, resultado do excepcional desenvolvimento do agronegócio em nosso país. O aprimoramento do agronegócio barateou o custo dos alimentos e deu à população um maior poder de consumo e de escolha, contudo, embora gere grande produção e rentabilidade, é caracterizado pelo latifúndio e pela mecanização da agricultura, promovendo vários problemas, principalmente ligados às questões ambientais e sociais, como por exemplo: desmatamento para expansão agrícola, poluição dos rios, devido ao uso intenso de agrotóxicos, desemprego rural, devido à mecanização agrícola, conflito de terra e inviabilização da competitividade dos pequenos proprietários, e o êxodo rural, entre outros. Esses problemas estão cada dia mais presentes em nossa realidade socioeconômica.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
RELEVO
O relevo terrestre e submarino se desenha através da ação de vários fatores internos e externos. Dependendo da força da ação, formam-se vários tipos de relevo, alguns mais altos, como planaltos e montanhas, e outros mais baixos, como é o caso de planícies e depressões.
Os seres vivos também ajudam a esculpir o relevo e, ao mesmo tempo, dependem dele.
Como se formou o relevo terrestre? Como é o relevo brasileiro? Como é superfície da Terra por baixo da água? Como mudamos a crosta terrestre? E por que esse assunto é importante para nós?
Conceitos de Relevo
Relevo – “é o conjunto de formas presentes na superfície sólida do planeta”. Resulta da estrutura geológica (fatores internos) e dos processos geomórficos (fatores externos). O primeiro forma a estrutura do relevo e o segundo esculpe as formas.
2) Montanha – terrenos bastante elevados, acima de 300 metros. Podem ser classificadas quanto à origem ou idade.
3) Depressão – áreas situadas abaixo do nível do mar ou das outras superfícies planas.
4) Planalto – terras mais altas que o nível do mar, razoavelmente planas delimitadas por escarpas íngrimes. Há mais erosão que sedimentação.
Agentes endógenos do relevo
Os agentes endógenos, ou internos, do relevo são processos estruturais que atuam de dentro para fora. Às vezes, vêm com muita força e rapidez, modificando o relevo. Eles acontecem por causa do movimento das placas tectônicas e dos fenômenos magmáticos. São exemplos de agentes internos: o tectonismo, o vulcanismo, os terremotos e abalos sísmicos.Agentes exógenos do relevo
Agentes exógenos, ou externos, são aqueles que esculpem o relevo terrestre através de um processo erosivo, o intemperismo, que pode ser químico (alteração da constituição da rocha), físico (desintegração) ou biológico (ação dos seres vivos). Há três partes do procedimento: a erosão (desgaste das rochas superficiais causado por rios, chuvas, geleiras, vento, etc.), o transporte dos sedimentos resultantes da erosão, e a sedimentação ou acumulação dos detritos que formam novas camadas rochosas.O relevo e a sociedade
O relevo é importante para a sociedade, principalmente no que se refere a lazer e economia. É uma fonte de lazer, pois se não fosse ele não existiria praias para se passar o verão e nem haveria montanhas para se esquiar ou para, de lá, saltar. Sua importância também é vista na economia de muitas regiões agrícolas, já que alguns produtos só podem ser cultivados em certos lugares. Há cultivos que só podem existir em regiões em que o relevo seja propício para o aparecimento de rios. Montanhas, por exemplo, impedem a passagem de chuvas e correntes de ar, logo lá não se pode desenvolver certos plantios. Lugares que vivem de turismo podem se destacar por praias, vales, montanhas e cordilheiras. Novamente, a crosta terrestre ajuda no desenvolvimento de uma região.Assim como o relevo influencia na vida de pessoas, seres vivos modificam o relevo. Animais e raízes de plantas escavam a terra, provocando fendas no solo. As plantas têm um papel importante como protetoras do solo, pois fornecem matéria orgânica e impedem sua destruição. A intervenção humana sobre a superfície terrestre, construindo e destruindo formas de relevo, é chamada de erosão antrófica ou acelerada, já que acelera processos naturais. Ações como o desmatamento ou o corte de um barranco para a construção de estradas causam grandes desequilíbrios e aceleram a erosão da superfície.
Relevo submarino
No relevo abaixo do mar há:Plataforma continental: Fica abaixo do nível do mar onde aparecem as ilhas continentais ou costeiras, de origem vulcânica, tectônica ou biológica. Apresenta uma profundidade razoável, que possibilita a entrada de luz solar e, logo, o desenvolvimento de vegetação marinha. Com o passar do tempo, as depressões do terreno da plataforma continental tornam-se bacias sedimentares de grande importância para a exploração de petróleo no oceano.
Talude: É o fim do continente, onde ocorre o encontro da crosta continental com a crosta oceânica. Tem profundidade de até 3 mil metros. As fossas marinhas são depressões abissais que aparecem abaixo do talude, em zonas de encontro de placas tectônicas.
Região pelágica: é o relevo submarino onde encontramos depressões, montanhas tectônicas e vulcanismo. Na região pelágica, aparecem as ilhas oceânicas que chegam a 6 mil metros abaixo do mar.
Relevo brasileiro
O relevo brasileiro é constituído de diversas formas, dentre elas, “serras, planaltos, chapadas, depressões, planícies”, etc., ocasionadas, principalmente, por processos externos, como a chuva e o vento. No continente, os agentes internos não participaram da formação do relevo, mas algumas ilhas foram formadas por atividades vulcânicas no passado.A estrutura geológica é, predominantemente, antiga, as mais recentes são da era cenozóica.
O relevo classifica-se em diversas regiões. Vários autores classificam-no de formas diferentes:
A classificação de Aroldo de Azevedo: Foi feita em 1949, por isso está um pouco desatualizada, mesmo assim continua em uso, por três fatores: a preocupação com um tratamento coerente às unidades do relevo, dando mais valor a terminologia geomorfológica; a identificação de áreas individualizadas; e a simplicidade e originalidade. Aroldo dividiu o país em:
- Planalto das Guianas (região Norte: Amapá, Amazonas, Roraima e Pará)
- Planalto Central (ao centro)
- Planalto Atlântico (região leste)
- Planalto Meridional (região Sul – Paraná e Santa Catarina – e São Paulo)
- Planície Amazônica (Amazônia)
- Planície Costeira (litoral)
- Planície do Pantanal (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul)
- Planalto Nordestino (parte nordeste do Planalto Atlântico, de Aroldo)
- Planalto Leste e Sudeste (parte leste e sudeste do Planalto Atlântico)
- Planalto do Maranhão-Piauí (nos estados do Maranhão e Piauí)
- Planalto Uruguaio-Sul-Rio-Grandense (no Rio Grande do Sul)
Conclusão
Existem vários tipos de formas na crosta terrestre. Elas são conseqüências de ações na superfície terrestre e muda com o desgaste das áreas mais elevadas e com a deposição de materiais nas superfícies deprimidas. Ações internas como o terremoto e o vulcanismo também alteram o relevo. Os seres vivos mudam o terreno escavando-o, degradando-o, ou fornecendo matéria orgânica. Eles também necessitam do relevo, que é importante no plantio de certos produtos para os agricultores e, conseqüentemente, para toda a sociedade. Cidades litorâneas e turísticas dependem muito do relevo.
Assim como a crosta terrestre sofre alterações, tendo de se adaptar às mudanças dos seres vivos, o ser humano tem que se adaptar a Terra e conviver com ela, por isso é importante conhecer o relevo.
Bibliografia
Marcos de AMORIM, “ Geografia geral e do Brasil”
Igor MOREIRA, “O espaço geográfico”
WILLIAM V., “Brasil – sociedade e espaço”
Jaime OLIVA, “Temas da geografia mundial”
Maria Elena SIMIELLI “Geoatlas”
Igor MOREIRA, “O espaço geográfico”
WILLIAM V., “Brasil – sociedade e espaço”
Jaime OLIVA, “Temas da geografia mundial”
Maria Elena SIMIELLI “Geoatlas”
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
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| O superávit comercial, saldo positivo de exportações menos importações, chegou a US$ 3,135 bilhões em julho, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, divulgados hoje. Houve uma alta de 133% em relação ao mesmo mês de 2010, quando os valores chegaram a US$ 1,344 bilhão. No mês passado, as exportações somaram US$ 22,252 bilhões, com média por dia útil de US$ 1,059 bilhão. As importações ficaram em US$ 19,117 bilhões (US$ 910,3 milhões diários). De janeiro a julho, o superávit comercial ficou em US$ 16,101 bilhões, contra US$ 9,230 bilhões registrados em igual período de 2010. Nos sete meses do ano, as exportações chegaram a US$ 140,555 bilhões. As importações ficaram em US$ 124,454 bilhões. Às 15h30 de hoje, haverá entrevista coletiva no ministério para comentar os resultados da balança comercial em julho. da Agência Brasil |
EXERCÍCIOS - URBANIZAÇÃO BRASILEIRA.
1 - "A população, além de trocar de unidade espacial de forma duradoura, modifica sua atividade, transferindo-se do setor primário para o secundário ou terciário."
O texto refere-se à migração
a) pendular.
b) sazonal.
c) rural-rural.
d) rural-urbana.
e) urbano-rural.
a) pendular.
b) sazonal.
c) rural-rural.
d) rural-urbana.
e) urbano-rural.
2 - "(...) Estatísticas criminais no Brasil são precárias e manipuláveis. Servem para tudo, para aumentar ou diminuir os índices de violência. De quatro em quatro anos a violência se torna o tema eleitoral mais importante, inexplicavelmente acima da saúde, educação alimentação e emprego."
Fonte: Editorial - "Jornal do Brasil" - 02/09/94
A violência no Brasil, especialmente no meio urbano-metropolitano, já há alguns anos, vem-se tornando alvo de promessas eleitorais que valorizam o uso de repressão policial como solução definitiva para o problema. A questão, porém, parece ser mais complexa, conforme se verifica na cidade do Rio de Janeiro, onde a violência:
a) se distribui de modo homogêneo pelo espaço urbano.
b) se relaciona à atuação do crime organizado em comunidades marcadas pela precariedade da ação do Estado.
c) apresenta níveis iguais entre as diversas comunidades e classes sociais.
d) é fruto unicamente de abusos das autoridades policiais, que se mostram mal equipadas e treinadas.
e) tem sua origem nos meios de comunicação que cultuam e mistificam a agressividade humana, valorizando-a como mercadoria.
3 - "Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na FAVELA onde eu nasci"...
("Rap da Felicidade" - MC Cidinho/MC Doca)
Sobre as favelas que fazem parte da paisagem urbana brasileira, julgue os itens a seguir.
( ) As metrópoles são lugares onde as diferenças sociais ficam muito claras pois a riqueza e a pobreza encontram-se lado a lado e as injustiças sociais aparecem nitidamente na própria paisagem urbana.
( ) As favelas localizam-se geralmente nas periferias ou em locais impróprios para construção de moradias, como áreas sujeitas a deslizamentos de morros ou sobre cursos de água poluídos, onde se disseminam doenças.
( ) Uma das causas da existência de favelas é a extrema concentração da renda nacional.
( ) A favela é o resultado do desnível entre urbanização e oferta de novos empregos urbanos.
4 - O processo de urbanização é um dos traços marcantes do mundo contemporâneo presente em países desenvolvidos e subdesenvolvidos, entretanto a urbanização apresenta características distintas em cada uma dessas realidades. Analise as afirmações abaixo sobre essas características.
I. Nos países desenvolvidos, as cidades estruturam-se gradativamente para absorver os migrantes e, por conseguinte, melhoram as condições de moradia, de serviços e a oferta de emprego.
II. Nos países subdesenvolvidos, a urbanização acelerada está associada às péssimas condições de vida no campo e à estrutura fundiária concentrada, o que estimula o êxodo rural.
III. Nos países subdesenvolvidos, o rápido e desordenado crescimento das cidades deu origem ao fenômeno denominado macrocefalia urbana.
IV. Nos países desenvolvidos, a urbanização está relacionada à presença da indústria na cidade e à ausência de técnicas modernas no campo, o que acentuou a migração rural-urbana.
5 - Um conjunto de municípios contíguos e integrados socioeconomicamente a uma cidade central, com serviços públicos e infraestruturas comuns, define a:
a) metropolização
b) área metropolitana
c) rede urbana
d) megalópole
e) hierarquia urbana
6 - Nas grandes cidades brasileiras, a falta de moradia e o aumento do desemprego estão diretamente relacionados à existência de que tipos de habitação?
a) Favelas e condomínios.
b) Favelas e cortiços.
c) Mansões e vilas.
d) Vilas e bairros.
e) Lugarejos e condomínios.
7 - A intensa e acelerada urbanização brasileira resultou em sérios problemas sociais urbanos, entre os quais podemos destacar:
a) Falta de infraestrutura, limitações das liberdades individuais e altas condições de vida nos centros urbanos.
b) Aumento do número de favelas e cortiços, falta de infraestrutura e todas as formas de violência.
c) Conflitos e violência urbana, luta pela posse da terra e acentuado êxodo rural.
d) Acentuado êxodo rural, mudanças no destino das correntes migratórias e aumento no número de favelas e cortiços.
e) Luta pela posse da terra, falta de infraestrutura e altas condições de vida nos centros urbanos.
8 - Sobre a urbanização no Brasil, é CORRETO afirmar:
I. O processo de urbanização no Brasil inicia-se, de fato, no período do pós-guerra com a instalação, no País, de indústrias multinacionais. Esse processo dá-se pela repulsão do campo e pela atração da cidade.
II. No Brasil, o processo de urbanização foi essencialmente concentrador, gerando grandes cidades e metrópoles.
III. O crescimento desenfreado dos centros urbanos no Brasil tem trazido consequências, como o trabalho informal e o desemprego decorrente de sucessivas crises econômicas.
IV. Um dos problemas graves provocado pela urbanização no Brasil é a marginalização dos excluídos que habitam áreas sem infraestrutura urbana e, junto a isso, o aumento da criminalidade.
V. As principais redes urbanas do Brasil estão na faixa litorânea, devido a fatores econômicos, históricos e geográficos.
9 - A construção de Brasília durante o governo Juscelino Kubitschek (1956-1961) teve, entre suas motivações oficiais,
a) afastar de São Paulo a sede do governo federal, impedindo que a elite cafeicultora continuasse a controlá-lo.
b) estimular a ocupação do interior do país, evitando a concentração das atividades econômicas em áreas litorâneas.
c) deslocar o funcionalismo público do Rio de Janeiro, permitindo que a cidade tivesse mais espaços para acolher os turistas.
d) tornar a nova capital um importante centro fabril, reunindo a futura indústria de base do Brasil.
e) reordenar o aparato militar brasileiro, expandindo suas áreas de atuação até as fronteiras dos países vizinhos.
10 - Escreva F ou V para as proposições que tratam de realidades concretas vivenciadas no espaço urbano brasileiro pela população de baixa renda.
( ) As favelas, que muitas vezes são vistas por milhares de brasileiros apenas como lugar da desordem social, agregam milhares de trabalhadores que disponibilizam sua força de trabalho a serviço do desenvolvimento econômico do País. Esses trabalhadores não tem acesso a outro lugar no solo urbano, nem condições de usufruir das benesses do mundo moderno.
( ) A segregação residencial é consequência de um espaço mercadoria, cujos valores de uso e troca definem as formas de apropriação e de luta pelo direito de morar na cidade.
( ) O espaço urbano de uma grande cidade como São Paulo é hoje a soma de várias cidades que apresentam realidades diversas sem articulação entre si.
( ) A falta de empregos nas grandes cidades brasileiras inclui na paisagem mendigos que moram embaixo de viadutos (sem teto), pedem esmolas ao lado de crianças além de subempregados e
crianças que disputam espaços nos semáforos para venderem
bugigangas na busca da sobrevivência.
( ) A violência em toda sua dimensão não é problema apenas das grandes metrópoles; nas cidades de menor porte ela também se faz presente. Vem deixando sua marca registrada em muitas escolas brasileiras.
11 - Analise a letra da música abaixo.
Minha Alma (A paz que eu não quero)
A minha alma está armada
e apontada para a cara
do sossego
pois paz sem voz
não é paz é medo [...]
As grades do condomínio
são para trazer proteção
mas também trazem a dúvida
se não é você que está nessa prisão
me abrace e me dê um beijo
faça um filho comigo
mas não me deixe sentar
na poltrona no dia de domingo
procurando novas drogas
de aluguel nesse vídeo
coagido pela paz
que eu não quero
seguir admitindo
http://o-rappa.musicas.mus.br/letras/28945
Assinale a alternativa que indica o problema central destacado na letra da música.
a) A formação da chamada cidade informal das regiões metropolitanas.
b) A falta de infraestrutura básica nos subúrbios das metrópoles.
c) O aprofundamento da pobreza nas grandes cidades brasileiras.
d) A violência criminal que atormenta os moradores dos grandes centros urbanos.
12 - "Antes, o silêncio e a vegetação rasteira dominavam a planura, monotonia quebrada apenas pelo colorido das flores, pelo cantar dos pássaros e pelas formas caprichosas das árvores do cerrado. Mas um dia o barulho das máquinas e o vaivém incessante dos operários agitaram os chapadões, anunciando que novos tempos eram chegados. A cidade e a vida se organizaram: as estradas se abriram, os apartamentos, as escolas e os prédios para a administração pública se ergueram; tudo pouco a pouco surgiu no planalto, onde o vale transformou-se em um lago e a terra vermelha em sombras e flores".
É mais provável que o texto apresente a organização da natureza e a produção de um espaço tendo definida uma função principal para a cidade de
a) Londrina, polo de irradiação da cultura cafeeira pelo Norte do Paraná, na década de 30.
b) Brasília, construída na década de 60, para ser a sede do governo federal do País.
c) Rondonópolis, no Mato Grosso, polo da expansão da fronteira agrícola em direção à Amazônia, nas décadas de 60-70.
d) Palmas, escolhida para capital do Estado de Tocantins, criado pela Constituição de 1988.
e) Goiânia, de arquitetura moderna, construída especialmente para tornar-se a sede do governo estadual de Goiás.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA
O Brasil é considerado um país emergente ou em desenvolvimento, apesar disso está quase um século atrasado industrialmente e tecnologicamente em relação às nações que ingressaram no processo de industrialização no momento em que a Primeira Revolução Industrial entrou em vigor, como Inglaterra, Alemanha, França, Estados Unidos, Japão e outros.
As indústrias no Brasil se desenvolveram a partir de mudanças estruturais de caráter econômico, social e político, que ocorreram principalmente nos últimos trinta anos do século XIX. O conjunto de mudanças aconteceu especialmente nas relações de trabalho, com a expansão do emprego remunerado que resultou em aumento do consumo de mercadorias, a abolição do trabalho escravo e o ingresso de estrangeiros no Brasil como Italianos, Alemães, Japoneses dentre muitas outras nacionalidades, que vieram para compor a mão-de-obra, além de contribuir no povoamento do país como ocorreu na região sul. Um dos maiores acontecimentos no campo político foi a proclamação da República, diante desses acontecimentos históricos o processo industrial brasileiro passou por quatro etapas.
As indústrias no Brasil se desenvolveram a partir de mudanças estruturais de caráter econômico, social e político, que ocorreram principalmente nos últimos trinta anos do século XIX. O conjunto de mudanças aconteceu especialmente nas relações de trabalho, com a expansão do emprego remunerado que resultou em aumento do consumo de mercadorias, a abolição do trabalho escravo e o ingresso de estrangeiros no Brasil como Italianos, Alemães, Japoneses dentre muitas outras nacionalidades, que vieram para compor a mão-de-obra, além de contribuir no povoamento do país como ocorreu na região sul. Um dos maiores acontecimentos no campo político foi a proclamação da República, diante desses acontecimentos históricos o processo industrial brasileiro passou por quatro etapas.
• Primeira etapa: essa ocorreu entre 1500 e 1808 quando o país ainda era colônia, dessa forma a metrópole não aceitava a implantação de indústrias, salvo em casos especiais como os engenhos, e produção em regime artesanal.
• Segunda etapa: corresponde a uma fase que se desenvolveu entre 1808 a 1930, que ficou marcada pela chegada da família real portuguesa em 1808. Nesse período foi concedida a permissão para a implantação de indústria no país a partir de vários requisitos, dentre muitos, a criação, em 1828, de um tributo com taxas de 15% para mercadorias importadas e, em 1844, a taxa tributária foi para 60%, denominada de tarifa Alves Branco. Outro fator determinante nesse sentido foi o declínio do café, momento em que muitos fazendeiros deixaram as atividades do campo e, com seus recursos, entraram no setor industrial que prometia grandes perspectivas de prosperidade, as primeiras empresas limitavam-se à produção de alimentos, têxtil, além de velas e sabão, em suma tratava-se de produtos sem grandes tecnologias empregadas.
• Segunda etapa: corresponde a uma fase que se desenvolveu entre 1808 a 1930, que ficou marcada pela chegada da família real portuguesa em 1808. Nesse período foi concedida a permissão para a implantação de indústria no país a partir de vários requisitos, dentre muitos, a criação, em 1828, de um tributo com taxas de 15% para mercadorias importadas e, em 1844, a taxa tributária foi para 60%, denominada de tarifa Alves Branco. Outro fator determinante nesse sentido foi o declínio do café, momento em que muitos fazendeiros deixaram as atividades do campo e, com seus recursos, entraram no setor industrial que prometia grandes perspectivas de prosperidade, as primeiras empresas limitavam-se à produção de alimentos, têxtil, além de velas e sabão, em suma tratava-se de produtos sem grandes tecnologias empregadas.
• Terceira etapa: período que ocorreu entre 1930 e 1955, momento em que a indústria recebeu muitos investimentos dos ex-cafeicultores e também em logística, ou seja, construção de vias de circulação de mercadorias, matérias-primas e pessoas, isso proveniente das evoluções nos meios de transporte que facilitou a distribuição de produtos para várias regiões do país, muitas ferrovias que anteriormente transportavam café, nessa etapa passaram a servir os interesses industriais. Foi instalada no país a Companhia Siderúrgica Nacional, construída entre os anos de 1942 e 1947, empresa de extrema importância no sistema produtivo industrial, uma vez que abastecia as indústrias com matéria-prima, principalmente metais. No ano de 1953, foi instituída uma das mais promissoras empresas estatais: a PETROBRAS. Durante este período, a indústria também se beneficiou com o final da Segunda Guerra Mundial (1939-45), pois, os países europeus, estavam com suas indústrias arrasadas, necessitando importar produtos industrializados de outros países, entre eles o Brasil.
Com a criação da Petrobrás (1953), ocorreu um grande desenvolvimento das indústrias ligadas à produção de gêneros derivados do petróleo (borracha sintética, tintas, plásticos, fertilizantes, etc).
• Quarta etapa: teve início em 1955, e segue até os dias de hoje. Essa fase foi promovida inicialmente pelo presidente Juscelino Kubitschek que promoveu a abertura da economia e das fronteiras produtivas, permitindo a entrada de recursos em forma de empréstimos e também em investimentos com a instalação de empresas multinacionais. Com o ingresso dos militares no governo do país, no ano de 1964, as medidas produtivas tiveram novos rumos, dentre muitos a intensificação da entrada de empresas e capitais de origem estrangeira comprometendo o crescimento autônomo do país, isso resultou no incremento da dependência econômica, industrial e tecnológica em relação aos países de economias consolidadas. No fim do século XX houve um razoável crescimento econômico no país, promovendo uma melhoria na qualidade de vida da população brasileira, além de maior acesso ao consumo, proporcionou também a estabilidade da moeda, além de outros fatores que foram determinantes para o progresso gradativo do país.
Últimas décadas do século XX
Nas décadas 70, 80 e 90, a industrialização do Brasil continuou a crescer, embora, em alguns momentos de crise econômica, ela tenha estagnado. Atualmente o Brasil possui uma boa base industrial, produzindo diversos produtos como, por exemplo, automóveis, máquinas, roupas, aviões, equipamentos, produtos alimentícios industrializados, eletrodomésticos, etc. Apesar disso, a indústria nacional ainda é dependente, em alguns setores, (informática, por exemplo) de tecnologia externa.
Desconcentração industrial
Diante de tais distorções regionais no território brasileiro e problemas sócioespaciais gerados pelo modelo concentrador do processo industrial na região Sudeste, o planejamento estatal desenvolveu, paulatinamente, na década de 1970, uma série de incentivos fiscais para a desconcentração industrial, levada a cabo regionalmente pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
Mas é na década de 1990 que a desconcentração industrial no país vai se intensificar. Apoiada pela maior abertura econômica e pelo desenvolvimento técnico-científico (informática e comunicação), sem esquecer as mudanças constitucionais de 1988 - que concederam aos estados e municípios maior autonomia na definição dos impostos cobrados às empresas -, esse processo de desconcentração acabou gerando o que os geógrafos chamam de "Guerra dos Lugares", ou seja, uma disputa entre estados e municípios, com a intenção de atrair grandes empresas a partir da diminuição ou isenção de impostos.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
FUSOS HORÁRIOS
OS FUSOS HORÁRIOS
Os fusos horários existem em razão da forma esférica da Terra e pelo movimento de rotação que a mesma realiza, além, é claro, do interesse do homem. O movimento de rotação corresponde ao giro que a Terra executa em torno de si mesma. Para a conclusão desse movimento são necessárias 24 horas, o giro completo que o planeta executa possui 360°.
Para a elaboração dos fusos horários, os 360° do movimento de rotação foram divididos pelas 24 horas gastas para a execução completa do mesmo, esse cálculo resultou 15°, que corresponde a 1 hora.
A mudança de fusos é determinada também pela diferença entre os meridianos, ou seja, mudança de um meridiano para outro, tendo em vista que cada fuso possui 15°. Greenwich é o meridiano principal, é a referência global para o estabelecimento de todos os fusos horários existentes no mundo.
O movimento de rotação que a Terra realiza ocorre no sentido Oeste-Leste. Diante desse fato, foi firmado, através de convenção internacional, que a partir do Meridiano de Greenwich, no sentido leste, seria adiantado uma hora a cada fuso, ou seja, 15°. E no sentido Oeste de Greenwich seria atrasado uma hora a cada fuso.
Em decorrência da forma esférica da Terra, a mesma não recebe luz de maneira uniforme. Assim, enquanto determinado lugar é totalmente iluminado, outro perde gradativamente a luminosidade e outros já se encontram totalmente escuros. Essa dinâmica corresponde às etapas do dia: manhã, tarde, noite e madrugada.
O movimento de rotação é responsável pela sucessão dos dias e das noites, pois há momentos em que uma das partes do planeta está iluminada (dia) e outra não (noite).
Para saber o horário de alguma cidade é necessário conhecer o meridiano que está e a posição em relação à Greenwich (leste ou oeste). O cálculo é feito através da verificação dos fusos no mapa, subtraindo o menor do maior. E atentando para o jogo de sinais. Depois, deve ser somada esta diferença a hora legal (hora oficial do país) se estiver a leste e subtraído caso esteja em oeste.
terça-feira, 21 de junho de 2011
COMO CALCULAR OS FUSOS HORÁRIOS
COMO CALCULAR FUSOS HORÁRIOS
1. Cada fuso é uma faixa de 15° de largura que vai de um pólo até outro.
2. Os fusos horários existem devido ao movimento da terra e as diferentes posições de cada lugar em relação ao sol.
3. Hora legal é a hora oficialmente estabelecida para aquele lugar, às vezes até fora um pouco do fuso.
4. Hora solar é a posição exata da localidade em relação ao Sol.
5. Hemisfério é a metade da Terra dividida pelo meridiano de Greenwich. Existe o hemisfério oriental e o ocidental.
6. Cada fuso equivale a uma hora. Portanto, cada 15 º é igual a uma hora.
7. Um grau vale 4 minutos.
Procedimentos:
1. Verificar se as duas localidades estão no mesmo hemisfério ou não. Se os dois lugares estiverem no mesmo hemisfério, subtrai-se as longitudes. Se estiverem em hemisférios diferentes, então soma-se. Agora você encontrou a distância entre as duas localidades em graus.
2. Após essa operação, você deve transformar a diferença que encontrou em graus, para horas. Faça isso pegando o resultado e dividindo por 15º.
3. Se o cálculo da divisão não for exato, multiplica-se o resto por 4 e acrescenta-se ao cociente após dois pontos. Agora você encontrou a diferença de fusos horários entre os dois pontos, isto é, quantos fusos ou horas de diferença existem entre os dois pontos.
4. A seguir você toma o horário da localidade conhecida e vai somar ou dividir com a diferença de fusos horários ou horas que você encontrou. Para saber se vai somar ou diminuir, deve-se ter em mente o movimento de rotação da Terra, que ocorre de oeste para leste. Assim, sempre que estivermos à procura de um horário na direção leste, soma-se, e na direção oeste, diminui-se.
5. Quando o horário for maior de 24 ou a variação de tempo for muito grande para trás, deve-se verificar se não passou para o dia anterior ou posterior. Faz-se isso diminuindo-se de 24.
Exemplo:
Qual é a hora na cidade A situada na Ln 45º O, quando na cidade B Ln 30º E são 19h?
1º Calcular a diferença de longitude: (hemisférios diferentes soma-se) 45+30=75
2º Transformar para horas: 75:15=5 horas
3º Calcular a hora do lugar procurado: 19:00 (hora da cidade B )
diminui-se pois a cidade procurada está a oeste - 05:00 (diferença de hs.)
resultado: 14:00 na cidade A
Como descobrir a longitude a partir das horas do local?
1. Verificar a diferença de horas.
2. Transformar para graus multiplicando por 15.
3. Somar a diferença em graus com as coordenadas conhecidas. Verifica-se se vai somar ou diminuir pelas horas (pelas horas você pode perceber se a cidade está para leste ou para oeste)Exemplo: A15h 60ºO B20h ?
15- 20= 05 / 05x15=75º / 60º-75º= -15º = (15ºE)
1. Cada fuso é uma faixa de 15° de largura que vai de um pólo até outro.
2. Os fusos horários existem devido ao movimento da terra e as diferentes posições de cada lugar em relação ao sol.
3. Hora legal é a hora oficialmente estabelecida para aquele lugar, às vezes até fora um pouco do fuso.
4. Hora solar é a posição exata da localidade em relação ao Sol.
5. Hemisfério é a metade da Terra dividida pelo meridiano de Greenwich. Existe o hemisfério oriental e o ocidental.
6. Cada fuso equivale a uma hora. Portanto, cada 15 º é igual a uma hora.
7. Um grau vale 4 minutos.
Procedimentos:
1. Verificar se as duas localidades estão no mesmo hemisfério ou não. Se os dois lugares estiverem no mesmo hemisfério, subtrai-se as longitudes. Se estiverem em hemisférios diferentes, então soma-se. Agora você encontrou a distância entre as duas localidades em graus.
2. Após essa operação, você deve transformar a diferença que encontrou em graus, para horas. Faça isso pegando o resultado e dividindo por 15º.
3. Se o cálculo da divisão não for exato, multiplica-se o resto por 4 e acrescenta-se ao cociente após dois pontos. Agora você encontrou a diferença de fusos horários entre os dois pontos, isto é, quantos fusos ou horas de diferença existem entre os dois pontos.
4. A seguir você toma o horário da localidade conhecida e vai somar ou dividir com a diferença de fusos horários ou horas que você encontrou. Para saber se vai somar ou diminuir, deve-se ter em mente o movimento de rotação da Terra, que ocorre de oeste para leste. Assim, sempre que estivermos à procura de um horário na direção leste, soma-se, e na direção oeste, diminui-se.
5. Quando o horário for maior de 24 ou a variação de tempo for muito grande para trás, deve-se verificar se não passou para o dia anterior ou posterior. Faz-se isso diminuindo-se de 24.
Exemplo:
Qual é a hora na cidade A situada na Ln 45º O, quando na cidade B Ln 30º E são 19h?
1º Calcular a diferença de longitude: (hemisférios diferentes soma-se) 45+30=75
2º Transformar para horas: 75:15=5 horas
3º Calcular a hora do lugar procurado: 19:00 (hora da cidade B )
diminui-se pois a cidade procurada está a oeste - 05:00 (diferença de hs.)
resultado: 14:00 na cidade A
Como descobrir a longitude a partir das horas do local?
1. Verificar a diferença de horas.
2. Transformar para graus multiplicando por 15.
3. Somar a diferença em graus com as coordenadas conhecidas. Verifica-se se vai somar ou diminuir pelas horas (pelas horas você pode perceber se a cidade está para leste ou para oeste)Exemplo: A15h 60ºO B20h ?
15- 20= 05 / 05x15=75º / 60º-75º= -15º = (15ºE)
quinta-feira, 16 de junho de 2011
AOS ALUNOS
POR QUESTÕES DE CUNHO PROFISSIONAL, ESTE BLOG NÃO POSTARÁ MAIS REVISÕES DE TESTE E PROVAS.
SOMENTE ATIVIDADES E PESQUISAS.
PEÇO A COMPREENSÃO DE TODOS.
OBRIGADO.
P.S: AOS ALUNOS DO SEXTO ANO A e B DO I.E.A, NA SEXTA-FEITA HAVERÁ REVISÃO ANTES DO TESTE COMO SEMPRE FAZEMOS.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
O Brasil está ficando velho antes de ficar rico, diz Bird.
Relatório do Banco Mundial (Bird) divulgado hoje mostra que o Brasil envelhece muito mais rápido do que os países desenvolvidos. De acordo com o levantamento, as nações ricas primeiro ficaram ricas; depois, velhas. O Brasil e outros emergentes estão ficando velhos antes de ficar ricos. Enquanto a França levou mais de um século para ter um aumento de 7% para 14% da população acima de 65 anos ou mais, o Brasil passará pelo mesmo processo em duas décadas, de 2011 a 2031.
O documento "Envelhecendo em um Brasil mais velho" alerta que a população idosa no Brasil, que hoje corresponde a 11% da população em idade ativa, em 2050, será de 49%. Em meados da década de 20, a população em idade de trabalhar vai começar a cair, e todo o crescimento populacional brasileiro se dará pelo aumento dos idosos.
Nos próximos 40 anos, a população brasileira como um todo vai crescer a uma média de apenas 0,3% ao ano, enquanto os idosos crescerão a uma taxa de 3,2% - 12 vezes mais. Assim, os idosos, que eram 4,9% da população em 1950 (e demoraram 60 anos para dobrar essa proporção e chegar a 10,2% em 2010), vão triplicar para 29,7% até 2050.
Isso é muito próximo dos 30% de idosos do Japão hoje (o país mais velho do mundo), e é mais do que todos os países europeus atualmente (a média deles é 24%). Em número absolutos, eram 2,6 milhões de idosos brasileiros em 1950, 19,6 milhões em 2010 e serão 64 milhões em 2050.
Impacto
Essas mudanças terão um enorme impacto em termos de crescimento econômico, saúde, educação e Previdência. Em termos de crescimento, vive-se o final do chamado bônus demográfico, que acaba em 2020. O bônus ocorre quando a população em idade de trabalhar cresce mais do que a população dependente (crianças e idosos). O bônus permite crescer mais e poupar mais.
Do ponto de vista da Previdência, a situação é muito ruim. O estudo calcula que, se não fossem as reformas muito brandas da Previdência dos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, os gastos previdenciários subiriam para inacreditáveis 37% do PIB. Com as reformas, vão subir para 22,4%, o que é um número muito acima do máximo que qualquer país do mundo hoje gasta com Previdência (os que mais gastam chegam no máximo perto de 15%).
O estudo afirma que "mesmo com os cenários mais otimistas, o crescimento dos gastos previdenciários vai dominar o panorama fiscal no Brasil". Comprova, também, que o Brasil se destaca como um país que gasta muito mais com velhos do que com crianças. Assim, o Brasil gasta o mesmo que os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com aposentadoria, apesar de ter metade ou menos de população idosa.
Naturalmente, sobra menos dinheiro para educação das crianças. O gasto por criança no Brasil é 9,8% do salário médio nacional (tanto faz se a medida é mensal ou anual), enquanto na OCDE é de 15,5%. Por outro lado, o gasto previdenciário por pessoa aqui é 66,5% do salário médio, comparado com 30,4% na OCDE.
Saúde
Na área de saúde, também há grandes implicações do envelhecimento, já que os gastos vão disparar. A previsão é de que o número de pessoas que cuidam de velhos profissionalmente vai ter que dobrar até 2020, e quintuplicar até 2050.
O lado bom do envelhecimento é a educação. A taxa de natalidade cada vez mais baixa significa que cada vez entrarão menos alunos no sistema educacional, e será uma grande chance de o Brasil gastar mais por aluno, e dar um salto qualitativo na educação - desde que, obviamente, se estanque a tendência de repassar todo o dinheiro adicional na área social e educacional para os idosos.
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