segunda-feira, 16 de setembro de 2019
segunda-feira, 9 de setembro de 2019
domingo, 23 de junho de 2019
sexta-feira, 21 de junho de 2019
GUERRA CIVIL NA SÍRIA
A ONU considera que a guerra civil na Síria é a maior crise humanitária do século XXI. Hoje, estima-se que o conflito vitimou ao menos 250 mil pessoas, que mais de 4,5 milhões tenham saído do país como refugiadas e que outros 6,5 milhões foram obrigadas a se deslocar dentro da Síria. Com a economia em frangalhos, quase 70% dos sírios que permaneceram agora vivem abaixo da linha de pobreza. Como começou tudo isso?
Março de 2011 na Síria. Um grupo de crianças em Daraa (ou Dera), no sul da Síria, pichou frases com críticas ao governo, e foi preso. Inconformadas, centenas de pessoas saem às ruas da cidade para protestar contra as restrições à liberdade promovidas pelo governo do ditador Bashar Al-Assad. Num primeiro momento, simpatizantes dos que se rebelaram contra o governo começaram a pegar em armas – primeiro para se defender e depois para expulsar as forças de segurança de suas regiões. Esse levante de pessoas nas ruas, lutando por democracia, faz parte de um movimento chamado Primavera Árabe e podemos dizer que esse processo culminou no início da guerra civil na Síria.
Após a represália do governo de Assad contra os jovens que estavam se rebelando contra o regime, alguns grupos foram formados a fim de combater, de fato, as forças governamentais e tomar o controle de cidades e vilas. A batalha chegou à capital, Damasco, e depois a Aleppo em 2012. Mas desde que começou, a guerra civil na Síria mudou muito.
O Estado Islâmico aproveitou o vácuo de representação por parte do governo, a revolta da sociedade civil e a guerra brutal que acontece Síria para fazer seu espaço. Foi conquistando territórios tão abrangentes, tanto na Síria como no Iraque, que proclamou seu ‘califado’ em 2014. Para isso, tiveram de lutar contra todos: rebeldes, governistas, outros grupos terroristas – como se tivessem feito uma guerra dentro da guerra.
Há evidências de que todas as partes cometeram crimes de guerra – como assassinato, tortura, estupro e desaparecimentos forçados. Também foram acusadas de causar sofrimento civil, em bloqueios que impedem fluxo de alimentos e serviços de saúde, como tática de confronto.
Agentes externos: EUA x Rússia - Pelo avanço do Estado Islâmico no ganho de territórios, os Estados Unidos fizeram ataques aéreos na Síria em tentativa de enfraquecê-lo, evitando ataques que pudessem beneficiar as forças de Assad – isso em 2014. Em 2015, a Rússia fez o mesmo contra terroristas na Síria, mas ativistas da oposição dizem que os ataques têm matado civis e rebeldes apoiados pelo Ocidente.
O resumo da obra em termos de apoio é esse: a Rússia e os Estados Unidos querem o fim do Estado Islâmico. Porém, os Estados Unidos querem a queda do governo de Bashar Al-Assad – por considerarem que seu regime não-democrático é prejudicial à Síria – e, por isso apoia os rebeldes; por outro lado, a Rússia acredita na força de Assad e está apoiando seu regime. A Síria, então, é o território do fogo cruzado dessa guerra fria.
Governo Sírio e Aliados - O governo sírio é liderado pelo ditador Bashar Al-Assad. Ele é sucessor de uma família que está no poder desde 1970. O regime no país era brutal com a população, de partido único e laico – apesar de a família Assad ser xiita. Apesar de não apoiarem o ditador, cristãos, xiitas e até parte da elite sunita preferem ver Assad no poder diante da possibilidade de ter um país tomado pelos extremistas.
Quanto às alianças externas, Assad conta com o apoio do Irã e do grupo libanês Hezbollah. Juntos eles formam um “eixo xiita” – ou seja, seguem essa interpretação da religião islâmica – no Oriente Médio. O grupo se opõe a Israel e disputa a hegemonia no Oriente Médio com as monarquias sunitas, lideradas pela Arábia Saudita. O principal aliado de fora é a Rússia, que mantém uma antiga parceria com a Síria. Tanto o apoio do Hezbollah e das milícias iranianas, quanto os bombardeios mais recentes realizados pelas forças russas têm sido fundamentais para a sobrevivência do regime de Assad.
GRUPOS REBELDES - Uma das primeiras forças internas que se rebelou contra o governo sírio, praticamente começando a guerra civil na Síria, foram os grupos sunitas – Assad é xiita. São chamados de “rebeldes moderados”, por não serem adeptos do radicalismo islâmico. A organização está envolvida com países da Europa e com os Estados Unidos com o objetivo de derrubar o governo de Assad. Três grandes potências no Oriente Médio também colaboram com os rebeldes: Turquia, Arábia Saudita e Catar, relevando os interesses dos países próximos à Síria, também.
EXTREMISTAS ISLÂMICOS - Entre os grupos que querem derrubar Assad, há também facções extremistas islâmicas, que estão fragmentadas em diversos grupos. Uma das organizações que mais conquistaram terreno, principalmente nos primeiros anos do conflito, foi a Frente Al-Nusra, um braço da rede extremista Al Qaeda na Síria. Posteriormente, a partir de 2013, o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) aproveitou-se da situação de caos criada pela guerra civil e, vindo do Iraque, avançou de forma avassaladora e brutal, ocupando metade do território sírio.
CURDOS - Os curdos também fazem parte da guerra civil na Síria. São uma etnia de 27 a 36 milhões de pessoas no mundo que vivem em diversos países, inclusive na Síria e em países vizinhos. Eles reivindicam a criação de um Estado próprio para o seu povo – o Curdistão. Desde o início do conflito na Síria uma milícia formada para defender as regiões habitadas pelos curdos no norte do país, se fortaleceu. Para o regime de Assad, tornaram-se bastante úteis, porque a milícia se opõe aos rebeldes moderados e também ao Estado Islâmico.
Estado Islâmico
O Estado Islâmico é um grupo terrorista e extremista que age em torno da religião islâmica. Surgiu de outra célula terrorista, pois se intitulava “Al Qaeda no Iraque” – e estava presente lutando contra as tropas estadunidenses que invadiram o país em 2003. Depois desse grupo quase se dissolver, ele renasceu em 2006 com o nome de Estado Islâmico.
É considerada a organização terrorista mais poderosa e perigosa no mundo hoje. Seu surgimento se relaciona diretamente à “Guerra ao Terror”, política externa do governo do ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush. Tal política foi uma resposta aos ataques de 11 de setembro de 2001 cometidos pela organização terrorista Al Qaeda. Nesse contexto, quando os EUA invadiram o Iraque, vários movimentos se organizaram em entidades terroristas, que queriam combater as invasões – e o Estado Islâmico foi uma delas.
Em 2010, com o novo líder Abu Bakr al-Baghdadi, o grupo passou a ser reconhecido como “Estado Islâmico do Iraque e da Síria” (Islamic State of Irak and Syria – ISIS). Entre 2011 e 2013, devido aos conflitos na Síria no pós-primavera árabe, o ISIS ganhou força, conforme foi aumentando o número de rebeldes lutando contra o regime.
Em 2014, o E.I. estava tão forte que dominou algumas áreas na Síria e no Iraque, as quais chamou de califados – o termo se refere aos antigos impérios islâmicos depois de Maomé, que seguiam rigorosamente as leis islâmicas. Esse é o principal objetivo do E.I.: tomar territórios para chamar de seu, criar esse Estado que tem como princípio as leis islâmicas e destruir tudo o que remeter ao Ocidente – em termos políticos, culturais, religiosos e históricos.
O Estado Islâmico toma posse de bases militares, bancos, campos de petróleo, em todas as áreas que conquista, a fim de dominar tudo o que existe no território. Dessa forma, também exerce controle sobre a população que reside ali, uma vez que agem como um verdadeiro Estado, com o líder (o califa), governo próprio, com ministérios, cortes islâmicas, segurança. Cobram impostos e taxas da população, também, além de vender petróleo ilegalmente.
O E.I. é conhecido por querer destruir a história – monumentos, estátuas, templos históricos -, mas também pela truculência com que age com civis, realizando sequestros e extorsões. A venda ilegal de petróleo, os sequestros e as extorsões garantem ao E.I. uma renda diária estimada em 2 milhões de dólares.
O Estado Islâmico é conhecido por suas estratégias de mortes coletivas. Ou seja, a organização promove execuções, decapitações, enforcamentos e amputações em massa e divulga os vídeos na internet. Eles fazem isso com os grupos que consideram infiéis – as minorias étnicas e religiosas, além de ocidentais – e os apóstatas – muçulmanos que teriam renegado a religião.
Os últimos ataques mais reverberados (repercutidos) na mídia, em escala mundial, tiveram a autoria assumida pelo Estado Islâmico. Essas ações, que tomaram lugar na Europa, nos Estados Unidos, além de outros países na Ásia e na África, mostram o poder de capilarização (ação de melhor distribuir) que a organização tem no mundo.
Os atentados foram:
O ataque no Bataclan, uma casa de shows em Paris, num bairro com vários restaurantes, cafés e boates do tipo, em 13 de novembro de 2015. Foram 130 pessoas mortas e 352 feridas, com tiros ou explosões – que não se limitaram ao Bataclan, e atingiram pessoas em outros locais da região. Especula-se que a ação foi uma retaliação aos ataques da França e dos EUA na região dominada pelo E.I. na Síria e no Iraque. Depois dos ataques na França, discutiu-se sobre a questão da segurança na União Europeia e, também, sobre as várias pessoas recrutadas pelo Estado Islâmico no continente. Alguns dos autores eram da Bélgica, mas haviam viajado diversas vezes à Síria naquele ano.
A bomba que atingiu e derrubou o avião russo da companhia Metrojet no Egito, em 31 de outubro de 2015. Estavam a bordo e morreram 224 pessoas.
Um ataque de homens-bomba matou 44 pessoas em Beirute, no Líbano.
Nos EUA, um casal que se disse integrante do Estado Islâmico atirou contra uma residência de apoio e tratamento a pessoas com deficiência. Deixaram 14 pessoas mortas.
Poder De Recrutamento - A organização ganhou força em 2011, quando a guerra civil na Síria, contra o ditador Bashar Al-Assad começou a se intensificar. Assim, desenvolveu um enorme poder de mobilização e uma capacidade operacional muito eficiente, com alto treinamento e muitos aparatos militares.
Não existem números exatos sobre a quantidade de pessoas que são parte da organização Estado Islâmico. Estima-se que são cerca de 35 mil pessoas, mas outras avaliações colocam números próximos a 100 mil. A organização utiliza desde vídeos no YouTube a posts nas redes sociais ou revistas online, em que profere discurso religioso que instiga o ódio para convidar pessoas a se juntar a eles.
As formas de recrutamento do E.I. são extremamente eficazes em diversas partes do mundo. Na Europa, por exemplo, existem muçulmanos decepcionados com a xenofobia que sofrem e com a falta de oportunidades e que, por isso, aceitam fazer parte do E.I. Já em lugares como a Síria, onde a guerra civil contra o ditador é extremamente violenta, alguns rebeldes se juntam ao grupo a fim de ganhar mais força na luta contra o governo.
P.S: Este texto foi escrito em 2017. Portanto, o tabuleiro geopolítico (e seus números) já foi bastante alterado.
sexta-feira, 17 de maio de 2019
sexta-feira, 10 de maio de 2019
sexta-feira, 26 de abril de 2019
sábado, 13 de abril de 2019
A História da União Soviética – Ascensão e queda da URSS – Documentário ...
As posições, reflexões e narrativas nos vídeos aqui compartilhados são de responsabilidade dos autores.
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sexta-feira, 5 de abril de 2019
sexta-feira, 8 de março de 2019
MATERIAL DE APOIO - EUROPA
EUROPA –
ASPECTOS GERAIS e o PIONEIRISMO INGLÊS
A
Europa é marcada por uma grande densidade de territórios independentes, fruto
das relações históricas de disputas pelo poder.
A Europa é o segundo menor continente em
superfície do mundo, cobrindo cerca de 10 180 000 km² ou 2% da superfície da
Terra e cerca de 6,8% da área acima do nível do mar. Dos cerca de 50 países da
Europa, a Rússia é o maior tanto em área quanto em população (sendo que a
Rússia se estende por dois continentes, a Europa e a Ásia) e o Vaticano é o
menor.
A Europa é o quarto continente mais populoso
do mundo, após a Ásia, a África e a(s) América(s), com 731 milhões de
habitantes, cerca de 11% da população mundial. No entanto, de acordo com a
Organização das Nações Unidas (estimativa média), o peso europeu pode cair para
cerca de 7% em 2050. Em 1900, a população europeia representava 25% da
população mundial. As fronteiras para a Europa, um conceito que remonta à
Antiguidade clássica, são um tanto arbitrárias, visto que o termo
"Europa" pode referir-se a uma distinção cultural e política ou
geográfica.
O continente europeu não possui
características homogêneas, pois as disparidades se apresentam em diversos aspectos
como paisagens naturais, clima, política e cultura. O continente possui várias
maneiras de ser regionalizado, uma delas é classificando em Europa Ocidental e
Oriental.
A Europa é considerada o berço da “civilização”
ocidental ou “Velho Mundo”, por ter desempenhado um papel preponderante na cena
mundial a partir do século XVI, especialmente após o início do colonialismo.
Entre os séculos XVI e XX, as nações europeias controlaram em vários momentos
as Américas, a maior parte da África, a Oceania e grande parte da Ásia. Ambas
as guerras mundiais foram em grande parte centradas na Europa, sendo
considerado como o principal fator para um declínio do domínio da Europa
Ocidental na política e economia mundial a partir de meados do século XX, com
os Estados Unidos e a União Soviética ganhando maior protagonismo.
Durante a Guerra Fria, a Europa estava
dividida ao longo da Cortina de Ferro entre a Organização do Tratado do
Atlântico Norte, a oeste, e o Pacto de Varsóvia, a leste. A vontade de evitar
outra guerra acelerou o processo de integração europeia e levou à formação do
Conselho Europeu e da União Europeia na Europa Ocidental, os quais, desde a
queda do Muro de Berlim e do fim da União Soviética em 1991, têm vindo a
expandir-se para o leste.
A regionalização antes e, principalmente,
depois da Segunda Guerra Mundial gerou uma fronteira abstrata, isso significa o
surgimento de uma barreira ideológica entre dois grupos de países que compõem o
mesmo continente, de um lado os aliados dos Estados Unidos (capitalista) e do
outro lado os que apoiam a União Soviética (socialista), consolidando de vez a
Europa Ocidental e Oriental.
Com o declínio da URSS, e também do
socialismo, surgiram diversas repúblicas autônomas que compunham o território
soviético, no entanto, a independência não garantiu uma inserção eficaz na
economia de mercado provenientes da herança do sistema produtivo da economia
planificada que vigorava na URSS, que não conseguiu acompanhar as outras
economias.
Sobre o
pioneirismo inglês e sua problemática interna.
Antes da Revolução Industrial, a atividade
produtiva era artesanal e manual, no máximo com o emprego de algumas máquinas
simples. No artesanato um mesmo artesão cuidava de todo o processo, desde a
obtenção da matéria-prima até à comercialização do produto final. Esses
trabalhos eram realizados em oficinas nas casas dos próprios artesãos e os
profissionais da época dominavam todas etapas do processo produtivo.
Com a Revolução Industrial os trabalhadores
perderam o controle do processo produtivo, uma vez que passaram a trabalhar
para um patrão (na qualidade de empregados ou operários), perdendo a posse da
matéria-prima, do produto final e do lucro. O trabalho tornou-se, assim,
alienado.
Foi a Inglaterra o país que saiu na frente
no processo de Revolução Industrial do século XVIII. Este fato pode ser
explicado por diversos fatores. A Inglaterra possuía grandes reservas de carvão
mineral em seu subsolo, ou seja, a principal fonte de energia para movimentar
as máquinas e as locomotivas à vapor. Além da fonte de energia, os ingleses
possuíam grandes reservas de minério de ferro, a principal matéria-prima
utilizada neste período. A mão de obra disponível em abundância (desde a Lei
dos Cercamentos), também favoreceu a Inglaterra, pois havia uma massa de
trabalhadores procurando emprego nas cidades inglesas do século XVIII.
A burguesia inglesa tinha capital suficiente
para financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar
empregados. O mercado consumidor inglês também pode ser destacado como
importante fator que contribuiu para o pioneirismo inglês.
As fábricas do início da Revolução
Industrial não apresentavam o melhor dos ambientes de trabalho. As condições
das fábricas eram precárias. Eram ambientes com péssima iluminação, abafados e
sujos. Os salários recebidos pelos trabalhadores eram muito baixos e chegava-se
a empregar o trabalho infantil e feminino. Os empregados chegavam a trabalhar
até 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões. Não
havia direitos trabalhistas como, por exemplo, férias, décimo terceiro salário,
auxílio doença, descanso semanal remunerado ou qualquer outro benefício. Quando
desempregados, ficavam sem nenhum tipo de auxílio e passavam por situações de
precariedade.
Em muitas regiões da Europa, os
trabalhadores se organizaram para lutar por melhores condições de trabalho. Os
empregados das fábricas fizeram greves, formaram os sindicatos com o objetivo
de melhorar as condições de trabalho dos empregados. Houve também movimentos
mais violentos como, por exemplo, o ludismo. Também conhecidos como
"quebradores de máquinas", os ludistas invadiam fábricas e destruíam
seus equipamentos numa forma de protesto e revolta com relação a vida dos
empregados. O cartismo foi mais brando na forma de atuação, pois optou pela via
política, conquistando diversos direitos políticos para os trabalhadores, como
o direito a voto aos trabalhadores.
A Revolução tornou os métodos de produção
mais eficientes. Os produtos passaram a ser produzidos mais rapidamente,
barateando o preço e estimulando o consumo. Por outro lado, aumentou também o
número de desempregados. As máquinas foram substituindo, aos poucos, a
mão-de-obra humana. A poluição ambiental, o aumento da poluição sonora, o êxodo
rural e o crescimento desordenado das cidades também foram consequências
nocivas para a sociedade.
Na segunda metade do século XIX, países
europeus como a Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica e Itália, eram
considerados grandes potências industriais. Na América, eram os Estados Unidos
quem apresentavam um grande desenvolvimento no campo industrial. Todos estes
países exerceram atitudes imperialistas, pois estavam interessados em formar
grandes impérios econômicos, levando suas áreas de influência para outros
continentes.
Com o objetivo de aumentarem sua margem de
lucro e também de conseguirem um custo consideravelmente baixo, estes países se
dirigiram à África, Ásia e Oceania, dominando e explorando estes povos. Não
muito diferente do colonialismo dos séculos XV e XVI, que utilizou como
desculpa a divulgação do cristianismo; o neocolonialismo do século XIX usou o
argumento de levar o progresso da ciência e da tecnologia ao mundo com base no
*Darwinismo Social.
Na verdade, o que estes países realmente
queriam era o reconhecimento industrial internacional, e, para isso, foram em
busca de locais onde pudessem encontrar matérias primas e fontes de energia,
bem como expandir seu mercado consumidor e adquirir mão de obra barata e até
mesmo escrava. Os países escolhidos foram colonizados e seus povos
desrespeitados. Um exemplo deste desrespeito foi o ponto culminante da
dominação neocolonialista, quando países europeus dividiram entre si os
territórios africano e asiático, sem sequer levar em conta as diferenças éticas
e culturais destes povos.
Devido ao fato de possuírem os mesmo
interesses, os colonizadores lutavam entre si para se sobressaírem
comercialmente, e essa disputa, um pouco mais tarde, produziria a Primeira
Grande Guerra Mundial.
*O
darwinismo social acredita na premissa da existência de sociedades superiores
às outras, nessa condição, as que se sobressaem física e intelectualmente devem
e acabam por se tornar as governantes. Por outro lado, as outras - menos aptas
- deixariam de existir porque não eram capazes de acompanhar a linha evolutiva
da sociedade.
domingo, 11 de novembro de 2018
DE QUEM É A CULPA?
Sobre os chamados “DESASTRES NATURAIS” em
Niterói, que estampam as capas dos jornais de hoje, é preciso entender:
Na natureza não existe desastre, o que
presenciamos são FENÔMENOS, não é preciso ser especialista no assunto para
perceber que as ações humanas os potencializam. Enquanto os seres humanos
continuarem a ocupar encostas de morro, remover matas ciliares, degradar áreas
ambientalmente protegidas, etc. E o Poder Público permanecer na inércia, a
natureza continuará cobrando o seu preço.
Mais um ano de vidas perdidas... os próximos
DESASTRES SOCIAIS da mesma NATUREZA serão em 2019.
A vida segue, os FENÔMENOS NATURAIS também.
sábado, 22 de setembro de 2018
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
domingo, 9 de setembro de 2018
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
Defensores dos “direitos trabalhistas”, Bonner e Renata recebem como PJs para fugir da CLT
A defesa dos “direitos trabalhistas” foi uma das principais pautas abordadas por William Bonner e Renata Vasconcellos durante entrevista feita com o candidato à presidência Jair Bolsonaro no Jornal Nacional da última terça-feira (28). Entretanto, um levantamento feito pelo ILISPmostra que tanto Bonner quanto Renata possuem pessoas jurídicas (PJs) para receber o pagamento da Rede Globo, fugindo da CLT e dos “direitos trabalhistas” que tanto defendem.
Durante a entrevista, Bonner pressionou para descobrir “quais direitos trabalhistas os brasileiros deixarão de ter em um governo Bolsonaro” e defendeu a PEC das Domésticas como “responsável por dignificar a profissão de milhões de trabalhadores brasileiros, dando a eles direitos que até então não tinham”. Já Renata cobrou projetos trabalhistas para combater a farsa da “desigualdade salarial entre gêneros”. Os apresentadores, por outro lado, desfrutam da liberdade trabalhista proporcionada pelo uso de PJs há anos.
William Bonemer Junior (“William Bonner”) é sócio de duas empresas: “Tigris Producoes Artisticas Eireli” (CNPJ 57.186.074/0001-81) e “Jumacla Participacoes Ltda” (CNPJ 28.572.392/0001-82). A Tigris é uma empresa individual de responsabilidade limitada aberta no dia 19 de março de 1987, nove meses depois de Bonner ser contratado pela Rede Globo para trabalhar no SPTV, e possui como atividades principais os serviços de televisão aberta e jornalismo. Já a Jumacla foi aberta há menos de um ano (04 de setembro de 2017) para atuar nas atividades de aplicações financeiras e participação em empresas com capital social de R$ 14,6 milhões de reais, mas se encontra em processo de extinção. Bonner recebe R$ 800 mil mensais da Rede Globo.

Já Renata Fernandes Vasconcellos possui uma pessoa jurídica aberta, a “Apress Divulgacao E Promocoes Ltda” (CNPJ 02.176.454/0001-43), cuja atividade principal é “artes cênicas, espetáculos e atividades complementares”. A Apress é uma sociedade simples limitada e foi aberta no dia 1° de agosto de 1997, quando Renata começou a apresentar o Jornal Hoje na Rede Globo. A mãe de Renata, Fernanda Saraiva Fernandes, é sócia minoritária da Apress. Renata recebe R$ 200 mil mensais da Rede Globo.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018
A crise da dívida soberana europeia resultou de uma complexa combinação de fatores, tais como: a globalização dos mercados financeiros; facilidades nas condições de crédito no período 2002-2008 que encorajaram práticas com elevados riscos de crédito; a crise financeira global de 2007-2012; desequilíbrios no comércio internacional; o fim da bolha imobiliária; a recessão global de 2008-2012; políticas orçamentais resultando em défices crónicos; as soluções usadas pelos países para resgatar a banca e investidores provados em dificuldades, transferindo para a dívida pública o passivo dessas entidades.
A origem da crise da dívida pública tem raízes na crise financeira do final da década de 2000, quando a falência do Lehman Brothers em 2008 mergulhou o sistema financeiro global numa crise e abriu caminho para a maior crise económica desde a Grande Depressão.
Os governos de alguns estados lançaram, naquela altura, uma operação para salvar os bancos, envolvendo somas enormes de fundos públicos superiores a 20% do PIB mundial. Isto conseguiu travar o agravamento da situação e o consequente colapso dos mercados financeiros, mas não impediu o alastramento da crise à restante economia.
Esta intervenção deu lugar a uma nova fase da crise: a da dívida pública, que afeta em particular os grandes estados, como os Estados Unidos (com um terço do total mundial), a Europa e o Japão, acabando por ter uma especial incidência na União Europeia, e em particular nos Estados-membros periféricos.
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
domingo, 9 de abril de 2017
Comida típica do africano:
Legumes:
Batata doce
Quiabo
Melancia
Mandioca
Amendoins
Repolho
Amendoins
Carnes:
Frango
Carne de porco
Bife
Variedade de peixes locais
Frango
Carne de porco
Bife
Variedade de peixes locais
Plantas:
Alho
Pimenta Melegueta - "West Africa" (substituto de cardamomo)
Cravos-da-índia
Pimenta Preta
Cardamomo
Noz-Moscada
Curcuma
Arroz Mix
Caril em pó
Outras comidas típicas:
Limão
Arroz
Alho
Pimenta Melegueta - "West Africa" (substituto de cardamomo)
Cravos-da-índia
Pimenta Preta
Cardamomo
Noz-Moscada
Curcuma
Arroz Mix
Caril em pó
Outras comidas típicas:
Limão
Arroz
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