sexta-feira, 17 de abril de 2020

O SOCIALCISMO


Com o discurso de que o capitalismo gerava grandes desigualdades entre os países e entre as pessoas na sociedade, alguns teóricos começaram a propor um sistema econômico e social que seria mais justo. Neste sentido, a partir de meados do século XIX, nasceram as ideias socialistas se opondo ao sistema capitalista.
Karl Marx, economista alemão, formulou a mais contundente crítica teórica ao capitalismo. Segundo ele, o sistema capitalista criaria tantas desigualdades sociais que acabaria produzindo sua própria decadência, sendo substituído por um novo sistema social, mais igualitário, o socialismo.
Os teóricos socialistas acreditavam que haveria uma revolução social que mudaria a estrutura da sociedade. Os trabalhadores assumiriam o controle do poder político e econômico, rebelando-se contra os mais ricos, que perderia a propriedade privada dos meios de produção. Esses meios se tornariam coletivos (de toda a sociedade). Após a revolução dos trabalhadores, haveria duas fases para a construção de uma sociedade igualitária: o socialismo e, posteriormente, o comunismo.
Diferenças entre Socialismo e Comunismo
O socialismo — conforme a tese marxista, no sistema socialista se manteriam o Estado e o governo no controle da vida social. O Estado seria conduzido por trabalhadores: a chamada Ditadura do Proletariado (trabalhadores). O novo governo ditaria os rumos da economia e controlaria as propriedades.
O comunismo — trata-se de um estágio que viria depois do período socialista, o Estado desapareceria, não havendo mais nenhuma forma de opressão social, e a própria sociedade encontraria formas de se auto regulamentar. No entanto, até hoje, nenhum país que teve experiência socialista conseguiu atingir a fase comunista. 
Na teoria, o socialismo e o comunismo pretendem a implantação de sociedades mais equilibradas, igualitárias, sem opressão e miséria. Entretanto, na prática, o sistema distanciou-se bastante das teorias marxistas e o que se viu foi um regime totalmente diferente do proposto. Chamado de Socialismo Real.
Socialismo real é o sistema implantado, na prática, pelos países que defendem as ideias socialistas. O primeiro movimento efetivo para implantar o socialismo ocorreu em 1917, no antigo Império Russo (que passou a se chamar União das Repúblicas Socialistas Soviéticas — URSS — ou União Soviética - em 1922). Nas décadas seguintes, a União Soviética incentivou vários países a aderir o mesmo sistema. Embora houvesse características específicas em cada um. 
Após um período turbulento, principalmente na Europa, a história nos revelou que o socialismo real não acompanhou o desenvolvimento científico e tecnológico do mundo capitalista desenvolvido. Ademais, nele predominava um modelo autoritário de governo, sem participação ativa dos cidadãos na vida política. Ao invés do Estado perder importância para dar lugar a uma sociedade plenamente livre, igualitária e democrática (comunismo), acabou se fortalecendo e ficou à mercê de uma nova elite burocrática e incompetente. O socialismo real criou um estrato social privilegiado — os burocratas — que controlavam a política e a economia. Os principais motivos da crise do socialismo real foram: a burocratização, a ineficiência econômica e o autoritarismo.
Esse sistema entrou em colapso a partir dos anos 80, tanto na União Soviética como em seus países satélites da Europa Oriental. Atualmente, vários especialistas consideram apenas a Coreia do Norte como totalmente socialista. Apesar de alguns países, como Cuba e China por exemplo, também se declararem integrantes do regime. 

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