quinta-feira, 19 de abril de 2012

AQUECIMENTO GLOBAL


Uma verdade inconveniente: Rumo à extinção da vida na Terra

O Prêmio Nobel da Paz 2007 foi para Al Gore e o IPCC, um painel da ONU, pelos trabalhos sobre o aquecimento global.
O Cinema na Escola
João Luís Almeida Machado
Cena do Filme

“A era das protelações, das meia-medidas, das ações a curto-prazo, dos adiamentos, está terminando. Em seu lugar estamos entrando numa era de conseqüências.” (Winston Churchill, primeiro-ministro britânico, na década de 1930, quando o país passou por um estado de emergência causado por questões ambientais).

          Icebergs descongelando. Furacões e enchentes em diferentes partes do mundo. Florestas ameaçadas por incêndios. Fábricas soltando toneladas de fumaça na atmosfera. Muitas pessoas acreditam que, tendo em vista as dimensões de nosso planeta, desastres ambientais de grande intensidade, por maiores que venham a ser, não são capazes de tornar impossível a continuidade da vida no planeta. A essas pessoas é dirigida a mensagem de Al Gore, senador norte-americano, candidato derrotado por George Bush à presidência da república e que se tornou, nos últimos anos, um dos maiores e mais destacados líderes em favor da luta contra o aquecimento global de que se tem notícia.
          E para atingir públicos ainda maiores, de preferência obtendo repercussão nos quatro cantos do mundo, Gore protagonizou palestras em várias instituições, criou materiais através dos quais apresenta e discute o tema do aquecimento global e, para dar maior impacto a sua cruzada mundial, produziu o filme “Uma verdade Inconveniente”.
          Para ilustrar com clareza a tese de que estamos cada vez mais desprotegidos e também para comprovar que somos todos cúmplices no movimento que está levando o Planeta a derrocada final, em uma de suas falas iniciais no filme, Al Gore nos lembra o pensamento de Carl Sagan, renomado e reputado astrônomo norte-americano, mundialmente famoso.
          Segundo Gore, Sagan comparava a atmosfera terrestre a uma fina camada de verniz utilizada para proteger, dar brilho e manter por período mais prolongado de vida um globo terrestre. Trata-se, portanto a atmosfera, de uma camada que, sendo assim tão reduzida, e tendo pela frente toda a ação humana que alterou completamente o equilíbrio da vida na Terra, fragilizou-se de tal maneira, que já não atua como antes o fazia na redução dos efeitos da radiação solar sobre o planeta e os seres que aqui vivem.
          Mas o que realmente aconteceu?
          A atmosfera, que até recentemente era fina o suficiente para deixar os raios ultravioleta emitidos pelo Sol e direcionados ao planeta Terra, aqui entrar e depois sair, conservando dentro dos limites de nossa nave-mãe uma parte dos mesmos, praticamente a medida exata de nossas necessidades (para que sejamos capazes de sobreviver ao frio extremo que existiria caso esse mecanismo não fosse assim ou ainda, para que não sejamos literalmente “cozidos” ou “fritos” se as doses de radiação que aqui permanecessem fossem excessivas), está passando por um processo de “engorda”, ou melhor dizendo, está sendo engrossada.
Cena do Filme
A poluição do ar, do solo e das águas ocasiona e acelera o efeito estufa.

          E o que está ocasionando isso? O chamado “Efeito Estufa”, ou seja, a emissão de gases, fumaça, poluentes, resíduos químicos ou ainda de qualquer tipo de detrito produzido pela humanidade a partir de sua ação na crosta terrestre. Isso inclui, também, os oceanos e toda e qualquer ação que altere a harmonia ali reinante e que esteja sendo produzida pelos homens através de seus processos produtivos (e destrutivos). Esse fenômeno, em sua totalidade, “aprisiona” mais calor na Terra, em virtude da excessiva emissão de dióxido de carbono na atmosfera, e promove o que conhecemos como aquecimento global.
          A quantidade de dióxido de carbono que estamos lançando no ar, no solo e na água é tão elevada que as estimativas científicas para os próximos 50 anos indicam que estaremos tendo, ano após ano, recordes sucessivos de altas temperaturas. E isso já é claramente visível se levarmos em conta o que ocorreu ao longo dos últimos 50 anos nas regiões geladas da Terra, em suas diversas localidades: no Himalaia, nas Rochosas norte-americanas, nos Andes, nos Alpes, no Alasca, na Groenlândia, ou ainda nos pólos Norte e Sul. É uma mensagem muito clara e evidente para todos nós, ou seja, se não fizermos alguma coisa, todo o planeta será seriamente afetado, a ponto de não sermos mais capazes de sobreviver, de resistir.
          Faltará água potável. Alimentos escassearão em virtude da diminuição das áreas de plantio. A desertificação aumentará de proporção em todos os continentes. Espécies vegetais e animais sucumbirão e se tornarão extintas em tempo recorde. A humanidade terá muitas dificuldades para sobreviver, se lograr isso...
          A preocupação com as mudanças climáticas atinge as pessoas como deveria? Não. Ficamos sabendo e nos mostramos sensibilizados em relação a isso. Notícias de desastres ambientais provocados pelas mudanças climáticas tornam-se a cada dia mais freqüentes e não ocorrem de forma isolada, afetando apenas algumas localidades ou continentes. Adentramos a era das conseqüências, como previu Winston Churchill, ainda na década de 1930, como destacado no início desse texto e no filme “Uma verdade inconveniente”, de Al Gore.
          Apesar disso, parecemos sempre muito mais preocupados com o que acontece num contexto muito imediato e particular. Desastres ambientais ocorridos na China ou na Índia, tufões que causam enorme destruição nos Estados Unidos ou no Japão, desertificação crescente que afeta os países africanos ou ainda enchentes e ondas de calor acentuadas que aumentam os índices de mortalidade na Europa são realidades muito distantes.
          Só parecemos realmente nos importar quando esses inconvenientes ocorrem diretamente conosco. As imagens da televisão e as notícias dos desastres na internet são rapidamente esquecidas e tudo fica para trás por conta de nossos compromissos pessoais. E que mundo estamos deixando para nossos herdeiros?
Cena do Filme
O degelo das montanhas e das regiões geladas do planeta aumenta o nível dos oceanos.

          Somos já, enquanto geração que está nesse momento escrevendo a história do planeta, atuando na linha de frente dos processos produtivos que caracterizam o fenômeno da globalização, pessoas que receberam um legado comprometedor, com a Terra já bastante devastada em virtude da ambição desmedida, do não comprometimento com a saúde do ambiente e da necessidade de cavar cada vez mais fundo, em busca das últimas gotas de petróleo ou ainda de crescentes quantidades de ferro, manganês, cobre ou qualquer outro tipo de minério.
          Demos continuidade a ampliação desmedida das áreas de plantio e, em contrapartida, diminuímos sensivelmente a cada ano os espaços destinados as florestas. Tornamos maiores também os índices de produção e produtividade de nossas indústrias, desesperados por nos mostrar sempre mais “musculosos” e prontos para vencer na cada vez mais árdua disputa por mercados mundiais.
          Mas, ainda assim, não nos demos conta do maior de nossos pecados. E o mais mortal de todos. Aquele que pode ocasionar não apenas a nossa purgação eterna, mas que, caso não seja detido, pode gerar milhões de mortes e comprometer para sempre o futuro de todos os seres vivos desse planeta.
          E saibam, nossas crianças não estão alheias a tudo isso. Na verdade, estão muito mais ligadas do que os adultos. E temerosas do que pode lhes acontecer em virtude de nosso descaso com o meio-ambiente. O aquecimento global os faz perder o sono e supera, em muitos casos, os piores vilões dos desenhos animados, dos filmes de ação, suspense ou terror que conhecem.
          Meu filho de 11 anos é prova disso. Tem acompanhado as notícias e, de tantos infortúnios apresentados na televisão, comprovando a força da natureza em sua revolta contra a humanidade, constantemente se pergunta sobre nossas possibilidades reais de sobrevivência. Numa dessas ocasiões, sentou-se ao meu lado na cama e começou a chorar, assustado com o que lhe parece ser inevitável.
          Perguntou-me então, se eu achava que existia uma saída real para o aquecimento global que nos ameaça tão fortemente. Contei que cientistas e pesquisadores de várias partes do mundo estavam nesse momento debruçados sobre a questão, analisando alternativas e propondo idéias que poderiam reverter o quadro, tão desolador.
Cena do Filme
A incidência de furacões, tornados, enchentes, secas e do fenômeno da desertificação tornou-se muito maior ao longo dos últimos 30 anos.

          Lembrei-lhe então de um filme que havíamos assistido, uma versão recente de “Peter Pan” levada as telas. Pedi a ele que se recordasse do momento em que a fada Sininho estava enfraquecida e prestes a morrer, pois as crianças pareciam não mais acreditar nela ou em qualquer tipo de ser encantado. Para que isso não acontecesse, Peter Pan disse a Wendy e as crianças que estavam na Terra do Nunca, que deveriam crer e dizer, em alto e bom som, que acreditavam na existência de seres mágicos como fadas, gnomos, ogros ou duendes. E as crianças do mundo todo começaram então a entoar em altos brados: “Eu acredito, eu acredito, eu acredito...”.
          E a partir de então, sempre que lê ou escuta algo sobre aquecimento global, e se sente ameaçado pela devastação que estamos provocando na Terra, ele olha para mim e diz: “Eu acredito! Eu acredito!”, referindo-se no caso, a possibilidade que temos de conseguirmos salvar o planeta...
          “Uma verdade inconveniente” é um filme obrigatório e certamente uma das mais importantes produções dos últimos 30 ou 40 anos. Por quê? Pois é justamente a partir de então que aumentamos e aceleramos ainda mais o ritmo de devastação que está provocando o efeito estufa e o aquecimento global... Ou agimos rapidamente ou comprometeremos para sempre a vida no planeta... Senão por nós, pelo menos pelas próximas gerações e por todos os seres vivos que estamos sacrificando...
João Luís Almeida Machado
Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando pela PUC-SP no 
programa Educação:Currículo; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura 
pela Universidade Presbiteriana Mackenzie(SP); Professor universitário e Pesquisador.

Ficha Técnica
Cartaz do Filme
Uma verdade inconveniente
(An inconvenient truth)
País/Ano de produção: Estados Unidos, 2006
Duração/Gênero: 100 min., Documentário
Direção de Davis Guggenheim
Roteiro de Al Gore

fonte: geomundo

terça-feira, 17 de abril de 2012

PARA O 6º ANO - REVISÃO - REFORÇO EM ESCALA CARTOGRÁFICA

O QUE É ESCALA CARTOGRÁFICA?
É um elemento que estabelece a relação entre a dimensão real e sua representação, ou seja, a distância real entre dois pontos na superfície terrestre representada em um mapa por exemplo.

PARA QUE SERVE UMA ESCALA CARTOGRÁFICA?
Serve principalmente para "aumentar" ou "diminuir" (aproximar ou afastar) parte de uma representação cartográfica (mapa, planta, carta topográfica ...). Mostrando assim, mais ou menos detalhes de um mapa por exemplo.

QUAIS OS DOIS TIPOS DE ESCALA EXISTENTES?
Gráfica e a numérica.

O QUE SIGNIFICA 1:600.000 EM ESCALA NUMÉRICA?
Significa dizer que, para cada um (01) centímetro de distância no mapa temos 600.000 centímetros de distância real, ou seja, na superfície terrestre essa distância é de 600.000 cm ou 6 KM.

A ESCALA NUMÉRICA ACIMA É GRANDE OU PEQUENA EM RELAÇÃO A 1:1.000.000?
Dizemos que é grande pois, quanto menor é sua representação numérica maior é o tamanho da escala. ou seja,   uma escala de 1:400 é maior que uma de 1: 40.000.000, escalas grandes são usadas em plantas de prédios e casas por exemplo, já as escalas pequenas são utilizadas para representar mapas como é o Mapa Mundi ou o do Brasil.

  

domingo, 1 de abril de 2012

RESPOSTAS DAS ATIVIDADES DE REVISÃO PARA O TESTE


1 – Tudo que a nossa visão alcança, sendo uma construção histórica da união dos fatores espaço e tempo.
2 – Natural e cultural. Natural: árvores, rios, montanhas, chuva, neve etc. Cultural: casas, campo de futebol, carros, estradas etc.
3 – Resposta pessoal (utilize os exemplos que comentamos em sala).
4 – Quando natural, podem ser modificadas por fenômenos geológicos, como por exemplo, vulcões, terremotos, tsunamis etc. Quando culturais, podem ser, asfaltamento de ruas, demolição de casas, construção de prédios, desmatamento, queimadas etc.
5 – Quando o ser humano utiliza-se de elementos naturais para alterar a paisagem, como por exemplo, construção de jardins, desvio dos rios, construção de lagos artificiais, criação de peixes etc.
6 – Podemos citar a tsunami que destruiu algumas cidades do Japão recentemente, e também o terremoto que atingiu o Haiti alterando toda aquela paisagem.
7 – Podemos defini-lo como sendo a superfície terrestre, espaço que ocupamos, transformamos e “destruímos”. É o espaço onde as sociedades interagem, bem como, é o espaço de interação entre, sociedade e meio ambiente.
8 – Lugar: Base da reprodução da vida (vivência afetiva) e pode ser analisado pela soma de habitante-identidade-lugar. O “não-lugar” são lugares de passagem, como aeroportos, estradas, supermercados, local de trabalho etc., não existindo uma relação ou mesmo uma identidade com o indivíduo.
Região: O conceito de região esta correlacionado com continuidade e contiguidade (vizinhança), possuindo delimitação e características semelhantes (como exemplo pode-se citar a região Nordeste do Brasil).
Território: Está ligado ao poder, dominação e conquista. O território é todo espaço definido e delimitado por e a partir de relações de poder, podendo ser contíguo ou fragmentado (junto ou separado), variando de um quarteirão dominado por uma quadrilha de traficantes, posse de um animal, de uma organização ou de uma instituição, etc.

domingo, 18 de março de 2012


Martinho Lutero era um professor de teologia pertencente à ordem agostiniana que viveu na cidade de Wittenberg, na região do Sacro Império Germânico. Durante os seus estudos, ele foi fortemente influenciado pelas obras de Jan Huss, São Paulo e Santo Agostinho. Nessa trajetória de estudos teológicos, Lutero acabou formulando um conjunto de idéias que iam contra muitos dos princípios estabelecidos pela igreja romana.

No ano de 1517, insatisfeito com a situação da Igreja de sua época, publicou na porta da catedral de Wittenberg as suas 95 teses. Entre outros pontos estabelecidos por esse documento, Lutero criticava a venda de indulgências e a negociação de cargos eclesiásticos feitas pela Santa Igreja. Além disso, Lutero estipulava uma nova forma de relação religiosa onde, entre outras coisas, afirmava-se que o indivíduo obtinha a salvação pela fé, e não pelos seus atos.

Os princípios defendidos pelo pensamento luterano acabaram tendo grande força no interior do Sacro Império Germânico. Entre a nobreza havia uma grande tendência de oposição contra o poderio eclesiástico. O Sacro Império era controlado por meio de um processo eletivo entre os principais proprietários de terra da região. A Igreja, sendo uma grande proprietária de terras, tinha grande poder de interferência nas questões políticas do Sacro Império.

Essa questão do poder político dos clérigos influía em diferentes grupos sociais da época. Os nobres tinham interesse em se apoderar das terras da Igreja. Ao mesmo tempo, a burguesia local procurava reduzir o pagamento de impostos devidos aos eclesiásticos. A classe campesina também viu nesse episódio de confrontação uma grande oportunidade de reverter sua situação de penúria e subordinação, muitas vezes aprofundada ou legitimada pelo discurso da Igreja.

Por coincidência, a publicação das idéias de Lutero aconteceu no mesmo período em que o papa Leão X organizou uma venda de indulgências em massa. Segundo um documento da Santa Sé, todo o fiel que contribuísse na construção da catedral de São Pedro teria todos os seus pecados perdoados. Lutero, motivado por esse exemplo flagrante de cobiça entre os eclesiásticos, não se curvou mediante a exigência de retratação imposta pelos líderes da Igreja.

No ano de 1520, Martinho Lutero foi excomungado e logo em seguida julgado por uma reunião entre os principies alemães realizada durante a chamada Dieta de Worms. A oposição dos membros religiosos contou com a resistência de boa parte dos principies alemães, que refugiaram Lutero no castelo de Wartburg. Nesse período, o monge excomungado se dedicou à produção de nobres obras teológicas e a tradução da Bíblia para a língua germânica.

A diferença de interesse por de trás da nova fé pregada por Lutero foi percebida quando um grande número de camponeses começou a invadir terras e destruir igrejas. Os revoltosos, também conhecidos como anabatistas, começaram a empreender uma revolução social que ameaçava os interesses dos nobres germânicos. Martinho Lutero não deu apoio ao movimento popular e defendeu o direito de propriedade dos nobres e dos clérigos.

O clima de tensão começou a ser revertido quando, em 1530, Martinho Lutero e Filipe Melanchthon estabeleceram os princípios da religião luterana. Nesta carta, reafirmaram o princípio da salvação pela fé e afirmavam que a Bíblia era a única fonte de consulta para o estabelecimento de dogmas. A nova Igreja seria composta por líderes sem distinção hierárquica e os mesmos não teriam que cumprir voto de castidade.

Depois de fundar os princípios eclesiásticos do luteranismo, a questão dos conflitos sociais veio a ser resolvida anos mais tarde. No ano de 1555, os nobres convertidos ao luteranismo sagraram a assinatura da Paz de Augsburg. No documento ficou decretado que cada um dos principies alemães tinha liberdade para seguir qualquer opção religiosa. Por fim, os conflitos diminuíram e uma nova crença se arraigou na Europa.

Por Rainer Sousa
Mestre em História

Por Rainer Gonçalves Sousa

sábado, 10 de março de 2012

Utilizando o relógio como bússola.

Você sabe como descobrir os pontos cardeais sem ter uma bússola ou GPS? Bem, se você tiver um relógio de ponteiros (ou pelo menos imaginar um) e o sol estiver presente, é fácil. Nestes tempos onde se depende cada vez mais da tecnologia, é bom saber que, através da natureza, pode-se fazer muitas coisas.
Primeiro aponte a marca das doze horas para o sol e depois veja o ângulo que ele faz com o ponteiro das horas.  Em seguida trace a bissetriz do ângulo entre a hora atual e a marca das doze horas. Veja a imagem abaixo para ficar mais fácil:

Se for quatro horas da tarde, aponte a marca das doze para o sol e veja que esta forma um ângulo com o ponteiro das horas. Agora é só traçar a bissetriz deste ângulo, que será a direção do Norte. Lembre-se que isto deve ser feito com o horário solar. Se você estiver em horário de verão, desconte uma hora quando for ver o ângulo.
Esta dica funciona para o hemisfério sul. Se você estiver no hemisfério norte ela varia um pouco, e você deve apontar o ponteiro das horas para o sol.
Pronto, agora é fácil se localizar, sem precisar de nenhuma parafernália tecnológica!

quarta-feira, 7 de março de 2012

CATEGORIAS DE ANÁLISE GEOGRÁFICA



Espaço
Espaço – na Geografia (em outras ciências é diferente), o espaço é concebido como uma porção especifica da superfície da Terra, cuja interação entre natureza e ser humano, reflete na reprodução social e na construção da paisagem. (Prof. Geraldo Lopes)
Outros conceitos de Espaço Geográfico:
“espaço geográfico é a união dos elementos físicos e culturais da paisagem” (Prof. Roberto Lobato Corrêa)
“espaço geográfico é a natureza socializada, pois, muitos fenômenos apresentados como se fossem naturais, são, de fato, sociais” (Prof. Milton Santos)
“o espaço é formado por elementos naturais ou artificiais construídos pelo homem, ou seja, a inter-relação existente entre sociedade e natureza delimitada numa porção da superfície terrestre.” (Prof. Humberto Catuzzo)
Paisagem
Paisagem natural – é a paisagem sem a ação modificadora do homem, ou seja, as bases geológicas (geognóstica) e climáticas (vegetacional).
Paisagem cultural – é modelada a partir de uma paisagem natural por meio de um grupo cultural. A cultura é o agente, a área natural é o meio e a paisagem cultural é o resultado.
Lugar
Base da reprodução da vida (vivência afetiva) e pode ser analisado pela tríade habitante-identidade-lugar. O “não-lugar” são lugares de passagem, como aeroportos, estradas, supermercados, local de trabalho etc., não existindo uma relação ou mesmo uma identidade com o indivíduo. Local está relacionado a um determinado ponto de um lugar (coordenada geográfica)
Região
O conceito de região esta correlacionado com continuidade e contigüidade (vizinhança), possuindo delimitação e características semelhantes. Varia conforme as escolas geográficas. Tipos de regiões na Geografia:
  • Região Determinista: (o meio sobre o homem) região natural, ambientalista, descritiva, sem evolução, idiográfica, que segue as características físicas, qualitativa da Escola Alemã.
  • Região Possibilista: (o homem sobre o meio) não estática, possui evolução, interação entre os elementos da paisagem, positivista. Escola Francesa.
  • Região Teorética: (a matemática) também chamada de “Nova Geografia”, uso de modelos matemáticos, visão globalizada e métodos quantitativos.
  • Região Marxista: (o trabalho humano) também chamada de “Geografia Critica”, proposta com uma clara definição metodológica, fundamentada no materialismo histórico e dialético, baseado no marxismo. A delimitação da região na visão critica se dá a partir do melhor meio para a reprodução do capital, sendo o Estado apenas mediador entre mercado, capital e força de trabalho.
  • Região humanista: (tempo e cultura) utiliza-se do espaço vivido, numa revalorização da paisagem e uso da linha fenomenológica, não existindo a neutralidade. Na região humanista é considerada a consciência que o homem possui de diferentes espaços e padrões culturais, próprios de cada sociedade e tempo histórico.
  • Região Nodal: (a rede urbana) refere-se ao “nó” da circulação entre ao cidades (equivale às modernas regiões metropolitanas) influência do centro urbano sobre as demais áreas.
  • Região Histórica: (a história) é toda história da influência progressiva do homem sobre o espaço (formas de apropriação agrícola, rural e urbana) que constitui o fator principal de unidade de paisagem numa certa porção do espaço (região).
  • Região Natural: (a natureza) refere-se à certas partes do espaço que o meio físico que marca mais nitidamente o conjunto da paisagem e, por conseqüência, delimitam a região.
  • Região Econômica: (a economia) é quando a amplitude da atividade industrial marca por toda parte a paisagem.
Território
Está ligado ao poder, dominação e conquista. O território é todo espaço definido e delimitado por e a partir de relações de poder, podendo ser contíguo ou fragmentado, variando de um quarteirão dominado por uma quadrilha de traficantes e/ou até um bloco constituído pelos paises membros da OTAN.
Extraído do site Geografia Fácil .

Japão. Terra do Sol nascente


Vamos esclarecer uma coisa, a palavra 日本 (leia-se Nippom ou Nirrom), que é o nome do Japão em japonês, significa "sol que sobe, nascente". Essa é a verdadeira origem do título terra do Sola nascente.


Logicamente é comum e proposital dizermos em cartografia básica (principalmente para alunos do 6º ano F e 1º ano EM) que o Japão fica no leste, justamente para que nossos alunos aprendam ou lembrem novamente sobre os conceitos básicos de direção e localização, no entanto, não é correto dizer que o Sol nasce lá primeiro, essa questão faz referência aos fusos horários e ao mapa mundi centrado na Europa... Na verdade o Sol nasce em todos os lugares por igual, respeitando lógico, o movimento de rotação do planeta.


Lá não é o lugar mais ao leste que existe a não ser no mapa mundi baseado na projeção de Mercator, um dois mais comuns, com a Europa no centro do mapa. 


Pense, se o mapa tiver o Japão no centro, o lugar "mais ao leste" que vamos ter serão países como o nosso Brasil; logo, para os japoneses, aqui é o "Japão" kkkk.


Boa aula!