segunda-feira, 14 de abril de 2014

ATENÇÃO 8º ANO B

ESTE TEXTO É SOBRE NOSSAS AULAS:

NOVA ORDEM MUNDIAL

Depois da queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989, um dos assuntos mais discutidos é o surgimento de uma nova ordem mundial. Quando ela se definiu e o que traz de novo?

A nova ordem mundial apresenta uma faceta geopolítica e outra econômica. Na geopolítica, houve uma mudança para um mundo multipolar, onde as potencias impõe mais por seu poder econômico de que bélico. Na economia o que aconteceu de novo foi o processo de globalização e a formação de blocos econômicos supranacionais.

Essa Nova Ordem Mundial trouxe ao mundo um novo sistema econômico chamado Neoliberalismo, que prega a auto-regulação do mercado, ou seja, não há necessidade de um organismo interventor, no caso, o Estado.

NEOLIBERALIMO

Podemos definir o neoliberalismo como um conjunto de ideias políticas e econômicas capitalistas que defende a não participação do estado na economia. De acordo com esta doutrina, deve haver total liberdade de comércio (livre mercado), pois este princípio garante o crescimento econômico e o desenvolvimento social de um país.
Surgiu na década de 1970, como uma solução para a crise que atingiu a economia mundial em 1973, provocada pelo aumento excessivo no preço do petróleo. 

Características do Neoliberalismo (princípios básicos):

- mínima participação estatal nos rumos da economia de um país;
- pouca intervenção do governo no mercado de trabalho;
- política de privatização de empresas estatais;
- livre circulação de capitais internacionais e ênfase na globalização;
- abertura da economia para a entrada de multinacionais;
- adoção de medidas contra o protecionismo econômico;
- desburocratização do estado: leis e regras econômicas mais simplificadas para facilitar o funcionamento das atividades econômicas;
- diminuição do tamanho do estado, tornando-o mais eficiente;
- posição contrária aos impostos e tributos excessivos;
- aumento da produção, como objetivo básico para atingir o desenvolvimento econômico;
- contra o controle de preços dos produtos e serviços por parte do estado, ou seja, a lei da oferta e demanda é suficiente para regular os preços;
- a base da economia deve ser formada por empresas privadas;
- defesa dos princípios econômicos do capitalismo.

Críticas ao neoliberalismo

Os críticos ao sistema afirmam que a economia neoliberal só beneficia as grandes potências econômicas e as empresas multinacionais. Os países pobres ou em processo de desenvolvimento (Brasil, por exemplo) sofrem com os resultados de uma política neoliberal. Nestes países, são apontadas como causas do neoliberalismo: desemprego, baixos salários, aumento das diferenças sociais e dependência do capital internacional.



Pontos positivos

Os defensores do neoliberalismo acreditam que este sistema é capaz de proporcionar o desenvolvimento econômico e social de um país. Defendem que o neoliberalismo deixa a economia mais competitiva, proporciona o desenvolvimento tecnológico e, através da livre concorrência, faz os preços e a inflação caírem. 

Neoliberalismo


Entenda a doutrina econômica capitalista


Ela partia do princípio de que o mercado deveria servir como base para organização da sociedade. Mas a política econômica neoliberal foi aplicada inicialmente pelos governos de Margareth Thatcher (Reino Unido) e Ronald Reagan (Estados Unidos), a partir dos anos 1980. Hoje, é a tendência econômica vigente no mundo globalizado. Tinha como finalidade o combate ao poder dos sindicatos e a redução do papel do Estado na economia (Estado mínimo). Neste sentido, o Estado restringe a sua responsabilidade social e relega ao mercado e às empresas privadas parte dos seus encargos.

O neoliberalismo propõe uma desregulamentação da economia (controles públicos menos rígidos das atividades econômicas), a privatização das empresas estatais como as usinas de energia, as indústrias de base, a construção e administração de estradas, a administração de portos e até parte de setores de fundamental interesse público como saúde e educação. Segundo o neoliberalismo, ao enxugar os gastos com políticas sociais e obras públicas, o governo tende a diminuir os impostos e estimular as atividades produtivas. Portanto, o livre funcionamento do mercado, sem controles inibidores do Estado, é o caminho para a elevação da produção e, conseqüentemente, geração de emprego e de renda, acarretando efeitos sociais positivos.

Essa doutrina econômica tem como uma de suas características se opor a qualquer regulamentação. Segundo essa visão, o salário mínimo, por exemplo, além de não aumentar o valor real da renda do trabalhador, ainda excluiria a mão de obra menos qualificada do mercado de trabalho. Para os neoliberais, o piso salarial distorce custos de produção e é uma das causas do desemprego.

Segundo tal corrente de pensamento, o indivíduo teria mais importância que o Estado. Essa concepção se caracteriza pela valorização da competição entre as pessoas e liberdade de comércio, ao mesmo tempo em que é a favor da diminuição dos gastos estatais com previdência social, saúde e educação.

Origens


O neoliberalismo nasceu como uma reação teórica e política contra o Estado intervencionista e de bem-estar social keynesiano.
O neoliberalismo propõe:
  Retirada do Estado da economia;
  Abertura da economia;
  Privatização das estatais;
  Desregulamentação da economia.
Essa política aumenta os fluxos de capitais, mercadorias e informações, reduzindo a capacidade de intervenção e controle do Estado sobre esses fluxos.

Nova ordem multipolar

Hoje no mundo multipolar pós-guerra fria, o poder é medido pela capacidade econômica do país, que envolve disponibilidade de capitais, avanço tecnológico, mão de obra qualificada e nível de produtividade. Isso explica a emergência de Japão e Alemanha como potências, e ao mesmo tempo, a decadência da Rússia. Embora a Rússia seja dona de em poderoso arsenal nuclear, o setor industrial é obsoleto e pouco produtivo, e o país se encontra em crise social, política e econômica.

 A China possui uma economia que mais cresce no planeta, isso porque: possui a maior população do mundo, e portanto, um grande mercado consumidor; além de muita mão de obra barata, oferecendo facilidades para atração de capitais estrangeiros. Apesar disso também enfrenta sérios problemas internos, principalmente políticos.
Outro aspecto de importância é a tendência da globalização em suas várias facetas, tanto em sentido mundial como regional.
Conflito norte x sul

Muitos têm dito com atenção que a nova ordem mundial é a vitória do capitalismo e da democracia. Alguns argumentavam que o modelo político e econômico estabelecido pelos Estados Unidos se tornaria dominante a tal ponto que não haveria mais conflitos. Que houve uma vitória norte-americana sobre a União Soviética não podemos negar. Mas até mesmo os vencedores apresentam vários problemas econômicos, como por exemplo: elevado déficit público e elevado endividamento interno e externo; isso em parte se deve a corrida armamentista.

 Assim não devemos nos apressar ao afirmar que o capitalismo o melhor que o socialismo. É preciso primeiro avaliar: melhor para quem?

 É bem claro que o capitalismo é mais dinâmico e competitivo. Não podemos nos esquecer porém, de que os países subdesenvolvidos, com exceção da Coreia do Norte, Cuba e Vietnã são todos capitalistas. Muitos problemas no mundo, foram criados pelo sistema capitalista, como o aumento da pobreza, desemprego e concentração e estes aumentam em todo mundo.

 Um dos problemas mais sérios é a desigualdade social. Este problema vem se agravando até mesmo em países desenvolvidos. Com o aumento da incorporação de novas tecnologias no processo produtivo, a oferta tem diminuído e isso contribui e muito para se empobrecer a população. Também é cada vez maior o buraco que separa os países ricos dos pobres. Esse é o chamado conflito norte x sul, que é de natureza econômica, é não geopolítica, como era o caso do conflito leste x oeste.

Considerando os aspectos socioeconômicos se divide o mundo em países desenvolvidos, Norte, e subdesenvolvidos, ou Sul. Essa não é uma divisão geográfica, mas podemos dizer que na América a linha divisória é a fronteira Estados Unidos - México; a Europa é separada pelo Mediterrâneo; na Ásia, o Japão é o mais desenvolvido, tendo como os tigres Asiáticos como economias emergentes; Oceania a Austrália e a Nova Zelândia se enquadram no clube dos ricos.

 Um problema decorrente do conflito entre Norte x Sul é a migração em massa. Milhões de pessoas a cada ano têm emigrado, principalmente para a Europa Ocidental. Isto se deve ao aumento de desemprego, baixos salários, fome, que estão aliados ao crescimento populacional, além de conflitos e guerras nos países subdesenvolvidos.

Tentando solucionar o problema, são feitas cada vez mais exigências para diminuir a entrada de imigrantes e ata mesmo de turistas. Mas isso não tem, e não resolverá o problema, pois esse, é resultante de desigualdade entre o Norte x Sul, a solução definitiva seria complexa e demorada.

 Com a instauração de uma nova ordem política e econômica surgem novos problemas, novas tensões. Muitas crises que estão ocultas durante a Guerra Fria vieram à tona. Por isso, quando se fala de uma nova ordem mundial, não quer dizer de um novo mundo em que predomina a paz, a ordem e a estabilidade, mas sim de um  novo arranjo geopolítico e econômico. Com a entrada da “Nova Ordem” (em que a capacidade financeira e a tecnologia definem o poder), a instabilidade e a desordem apenas aumentaram.


O QUE MAIS DISCUTIMOS EM SALA DE AULA DEPOIS DO TESTE:

A definição de globalização é mesmo verdadeira?

A globalização atual e a Nova Ordem Mundial. Por que elas são tão perversas?

A Guerra Fria foi o conflito entre leste e oeste, hoje o que vemos é um "conflito entre os países do norte e sul".

Se um dos pilares da Nova Ordem Mundial era a paz, o que estaria por trás do ataque as torres gêmeas no dia 11 de set de 2001?

FIQUE DE OLHO TAMBÉM...

As divisões de classe no capitalismo;

A competição entre as empresas e o consumidor;

Truste, Cartel e Holdings.

Qualquer dúvida escreva para sandriksrc@gmail.com.

Boa sorte!

P.S.: Não responderei pelo facebook e twitter, só via e-mail.



















ATENÇÃO 7º ANO!!!

NOSSA PROVA É DIA 17/04

TEORIA MALTHUSIANA;

O IBGE NO BRASIL;

PIRÂMIDES ETÁRIAS;

AS FASES DA TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA;


TIPOS DE MIGRAÇÃO.

terça-feira, 18 de março de 2014

CAPITALISMO e SOCIALISMO



Chamamos de capitalismo o sistema socioeconômico em que os meios de produção (terras, fábricas, máquinas, dinheiro, etc.) são proprieda­des privadas. Os proprietários dos meios de pro­dução - uma minoria da sociedade - são os burgueses ou capitalistas; os não proprietários dos meios de produção - a maioria da sociedade - são os proletários ou trabalhadores, que vivem dos salários recebidos por seu trabalho.

Histórico

Já no século XV, o comércio era a principal atividade econômica na Europa. Assim, nesse período, o capitalismo (mercantil ou comercial) estruturava-se definitivamente a partir da necessidade e do interesse dos países europeus ou algumas cidades europeias em aumentar seu mercado para além dos limites nacionais e continentais.
A ampliação do comércio internacional consolidou o sistema capitalista dentro de uma sociedade de classes, na qual, de um lado, surgia e se fortalecia uma burguesia mercantil que, em aliança com os reis, detinha o poder e a riqueza (capital), e, de outro lado, o proletariado que, separado do capital e de seus meios de produção, tinha a oferecer sua força de trabalho em troca de salário.
O capitalismo se formou a partir da decadência do feudalismo; a servidão da gleba (obrigações feudais dos servos) foi substituída pelo trabalho assalariado, e a primazia dos senhores feudais coube então à burguesia mercantil e ao rei.
Foram dois séculos de amadurecimento até a Revolução Industrial (1750). As inovações técnicas (Maquinofatura) aliadas às riquezas provenientes das áreas colonizadas acabaram por promover um acúmulo de capital e uma crescente expansão da economia.
Surgiu, assim, a necessidade de garantir o fornecimento de matérias-primas, dominar os mercados consumidores e aplicar o capital de maneira segura, aumentando a capacidade de produzir e, consequentemente, os lucros. A riqueza provinha, então, da capacidade de produzir mercadorias e não mais do comércio.
Assim, o capitalismo industrial provocou a disputa pelas áreas fornecedoras de matérias-primas, pelos mercados compradores e pelos locais de investimentos seguros, levando as grandes potências dos séculos XIX e XX (Inglaterra, França, Bélgica, Japão, EUA e tardiamente Itália e Alemanha) a competir pela dominação política e econômica do mundo (neocolonialismo) e pela partilha dos territórios asiáticos e africanos, de acordo com seus próprios interesses.
O resultado da competição foi o imperialismo expresso pelo domínio econômico de uma nação sobre outra, na tentativa de manter o abastecimento de matérias-primas e os mercados consumidores, o que teve como consequências o militarismo, o nacionalismo, o racismo e a hierarquização das nações.
A partir da Segunda Guerra Mundial, com as potências europeias enfraquecidas e em crise, surgem os EUA como grandes investidores externos, graças ao acúmulo de capital e a seu crescente poder político-militar. O capitalismo entra em uma nova fase, financeira ou monopolista, com a expansão de grandes empresas (corporações multinacionais, hoje chamadas transnacionais), o incessante acúmulo de capitais em escala mundial, o monopólio e a internacionalização da produção, passando a ter como características marcantes:
Dentre as múltiplas características do modo de produção capitalista, destacam-se ainda:
Aplicação dos principais investimentos na indústria e nos recursos naturais; 
Distribuição da produção e dos lucros; 
Nova divisão internacional do trabalho. 
Propriedade privada ou particular dos meios de produção; 
Trabalho assalariado; 
Livre concorrência e livre iniciativa (economia de mercado); 
Lucro como objetivo; 
Presença de duas classes sociais: burguesia e proletariado.





O Socialismo
Como o capitalismo gerou grandes desigualdades entre os países e entre as pessoas na sociedade, alguns teóricos começaram a propor um sistema econômico e social mais justo. A partir de meados do século XIX, nasceram as ideias socialistas a partir da crítica às mazelas causadas pelo atual sistema.
Karl Marx, economista alemão, formulou a mais contundente crítica teórica ao capitalismo. Segundo ele, o sistema capitalista criaria tantas desigualdades sociais que acabaria produzindo sua própria decadência, sendo substituído por um novo sistema social, mais igualitário, o socialismo.
Os teóricos socialistas acreditavam que haveria uma revolução social que mudaria a estrutura da sociedade. Os trabalhadores assumiriam o controle do poder político e econômico, rebelando-se contra a burguesia, que perderia a propriedade privada dos meios de produção. Esses meios se tomariam coletivos (de toda a sociedade). Após a revolução proletária, haveria duas fases para a construção de uma sociedade igualitária: o socialismo e, posteriormente, o comunismo.


Diferenças entre Socialismo e Comunismo

O socialismo — conforme a tese marxista, no sistema socialista se manteriam o Estado e o governo no controle da vida social. O Estado seria conduzido por trabalhadores: a chamada ditadura do proletariado. O novo governo centralizaria o planejamento da economia e controlaria as propriedades.
O comunismo — na verdade, trata-se de um estágio mais avançado de sociedade que viria depois do período socialista, em que haveria igualdade absoluta entre os homens. O Estado desapareceria, não havendo mais nenhuma forma de opressão social, e a própria sociedade encontraria formas de se autorregulamentar. Até hoje, nenhum país que teve experiência socialista conseguiu atingir a fase comunista. Em princípio, as ideias comunistas estão próximas do anarquismo, sendo bastante utópicas e de difícil implementação.

O Socialismo Real

Na teoria, o socialismo e o comunismo pretendem a implantação de sociedades mais equilibradas, igualitárias, sem opressão e miséria. Entretanto, na prática o sistema distanciou-se bastante das teorias marxistas.
Socialismo real é o sistema implantado na prática pelos países que romperam com o capitalismo. A primeira revolução que derrubou o capitalismo ocorreu em 1917, no Império Russo (que passou a se chamar União das Repúblicas Socialistas Soviéticas — URSS — em 1922). O modelo socialista da União Soviética foi seguido pelos países que aderiram ao sistema posteriormente, embora houvesse características específicas em cada um. Esse sistema entrou em colapso a partir dos anos 80, tanto na União Soviética como em seus países satélites da Europa Oriental. O regime socialista chinês salvou-se, graças à sua maior abertura para a economia capitalista de mercado, iniciada por Deng Xiaoping, a partir do final dos anos 70.
O socialismo real não acompanhou o desenvolvimento científico e tecnológico do mundo capitalista desenvolvido. Nele predominava um modelo autoritário de governo, sem participação ativa dos cidadãos na vida política. Ao invés do Estado perder importância para dar lugar a uma sociedade plenamente livre, igualitária e democrática (comunismo), acabou se fortalecendo e ficou à mercê de uma nova elite burocrática e incompetente. O socialismo real criou um estrato social privilegiado — os burocratas — que controlavam a política e a economia. Os principais motivos da crise do socialismo real foram: a burocratização, a ineficiência econômica e o autoritarismo político.


Os Dilemas do Socialismo Real

• Propriedade estatal dos meios de produção — o governo centraliza, planeja, executa e administra todos os setores da economia: agropecuária, indústria, comércio, bancos e serviços.
• Melhor distribuição de renda na sociedade — o governo garante maior equilíbrio social, mantendo condições básicas de alimentação, saúde e educação para a maioria da população.
• Autoritarismo político — não há participação da sociedade nas decisões políticas: vigora um sistema de partido único, o do governo, uma ditadura em que não poderia haver eleições nem qualquer oposição. O poder era monopólio do Partido Comunista e de seus dirigentes.




Capitalismo X Socialismo


O capitalismo e o socialismo aqui, estão representando os dois grandes polos que conflitaram no período de 1947 a 1991, ou seja, o tema abordado é a Guerra Fria. Esse evento aconteceu dois anos após a Segunda Guerra Mundial; porém, na Guerra Fria não houve conflitos diretos, exceto em alguns países como Vietnã, as Coreias e Afeganistão, onde foi palco de algumas guerras paralelas. 

Os dois regimes econômicos pelejavam, por um lado, o capitalismo com os Estados Unidos e por outro, a União Soviética e os demais países comunistas.  O sistema econômico representado pelo país do Tio Sam visava o lucro. As propriedades privadas são detentoras dos meios de produção e distribuição e trabalham com a lei da oferta e procura.

De acordo com os americanos, o capitalismo simbolizava a liberdade, uma vez que cada indivíduo poderia ser dono do seu próprio negócio, pagar seus funcionários e investir onde bem entendesse. O regime capitalista já tinha tomado suas proporções. Ele culminou no período das manifestações, revoluções como a Revolução Industrial, a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa.

O capitalismo gerava desigualdades sociais através da sua má distribuição de renda, o desemprego e outros fatores. Por outro lado, o socialismo visava uma economia voltada para o bem coletivo – diferente do individualismo do sistema econômico não planejado. No socialismo, a economia está em poder do Estado.

A distribuição dos recursos de forma justa, executada pelo governo vigente, bem como a remuneração dada a cada trabalhador, segundo sua produção e qualidade do exercício formam algumas das características do sistema de economia planejada ou planificada. O capitalismo e o socialismo são totalmente opostos em seus ideias.

A oposição entre as ideias dos dois sistemas econômicos-políticos acarretou na deposição do então czar (título do soberano da Rússia, nos tempos imperiais e pronuncia-se: tsar), Nicolau II, em 1917. O mundo tinha apenas o capitalismo como forma de economia, visto que esse havia sido criado após o feudalismo – erradicado no século XVIII, em 1789. 

As condições de vida, na Rússia, eram deploráveis e a população não tinha participação na política, uma vez que os chefes de estados eram os czares. Entretanto, baseado em ideias de Karl Marx, o povo se organizou e implantou o sistema socialista no país. 

No período posterior à Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), mais países adotaram o socialismo ao invés de continuar com o capitalismo, que foram: a formada União Soviética, a China, a Coreia do Norte, Cuba, Polônia, Iugoslávia e o Vietnã. Os Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, os países da América do Sul e da Europa Ocidental continuaram com o capitalismo. 

Foi no ano de 1947, que começou a disputa da hegemonia do mundo e o duelo entre as duas grandes economias, o capitalismo e o socialismo. Ambos apresentavam mudanças para a sociedade: de um lado, os Estados Unidos enfatizavam a respeito da liberdade e democracia do capitalismo e, por outro ponto de vista, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) mostrava o socialismo como solução dos problemas da sociedade, tais como: o desemprego, a desigualdade social e afins.

Todavia, os Estados Unidos eram bem superiores que a URSS e os demais países socialistas. Os norte-americanos detinham mais da metade da riqueza mundial através de suas reservas auríferas, indústrias, material bélico, petróleo e etc. Além disso, as tropas do exército americano estavam instaladas em muitos países europeus e no Japão.

A União Soviética também dominava a Europa; porém, ocupava a parte do leste – o continente era dividido em oriental e ocidental – e uma enorme faixa, na parte norte, do território asiático. Nada comparado ao domínio norte americano, uma vez que os locais ocupados pelo exército vermelho (URSS) eram de regiões agrícolas, ou seja, não contavam com muitos recursos.

Outro ponto contra a URSS foi a questão de que o país recebeu algumas batalhas da Segunda Guerra Mundial. A União Soviética teve perdas absurdas nesse período de 1939 a 1945. Foram mais de 20 milhões de mortos no país, uma perda inestimável para eles. Enquanto que os americanos perderam cerca de meio milhão em combates. A União Soviética já não se encontrava nas melhores condições. Os soviéticos tiveram grande parte de sua estrutura abalada, devido aos resquícios da Segunda Guerra Mundial. 

Após anos de batalha entre os dois sistemas econômicos, é possível destacar que o capitalismo impera desde o fim da guerra, em 1991. A maioria dos países adotou tal sistema político-econômico e as heranças deixadas por ele são visíveis nos dias de hoje. Atualmente, os países que continuaram com o sistema socialista que, na verdade, tendem mais para uma economia planificada cujos princípios são semelhantes; Cuba, Coreia do Norte e Mianmar.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

REVOLUÇÃO VERDE

A expressão Revolução Verde foi criada em 1966, em uma conferência em Washington. Porém, o processo de modernização agrícola que desencadeou a Revolução Verde ocorreu no final da década de 1940.

Esse programa surgiu com o propósito de aumentar a produção agrícola através do desenvolvimento de pesquisas em sementes, fertilização do solo e utilização de máquinas no campo que aumentassem a produtividade. Isso se daria através do desenvolvimento de sementes adequadas para tipos específicos de solos e climas, adaptação do solo para o plantio e desenvolvimento de máquinas.

As sementes modificadas e desenvolvidas nos laboratórios possuem alta resistência a diferentes tipos de pragas e doenças, seu plantio, aliado à utilização de agrotóxicos, fertilizantes, implementos agrícolas e máquinas, aumenta significativamente a produção agrícola.

Esse programa foi financiado pelo grupo Rockefeller, sediado em Nova Iorque. Utilizando um discurso ideológico de aumentar a produção de alimentos para acabar com a fome no mundo, o grupo Rockefeller expandiu seu mercado consumidor, fortalecendo a corporação com vendas de verdadeiros pacotes de insumos agrícolas, principalmente para países em desenvolvimento como Índia, Brasil e México.
 

Utilização de máquina e insumos agrícolas
De fato, houve um aumento considerável na produção de alimentos. No entanto, o problema da fome no mundo não foi solucionado, pois a produção dos alimentos nos países em desenvolvimento é destinada, principalmente, a países ricos industrializados, como Estados Unidos, Japão e Países da União Europeia.

O processo de modernização no campo alterou a estrutura agrária. Pequenos produtores que não conseguiram se adaptar às novas técnicas de produção, não atingiram produtividade suficiente para se manter na atividade, consequentemente, muitos se endividaram devido a empréstimos bancários solicitados para a mecanização das atividades agrícolas, tendo como única forma de pagamento da dívida a venda da propriedade para outros produtores.

A Revolução Verde proporcionou tecnologias que atingem maior eficiência na produção agrícola, entretanto, vários problemas sociais não foram solucionados, como é o caso da fome mundial, além da expulsão do pequeno produtor de sua propriedade.
Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

sexta-feira, 28 de junho de 2013

A UNIÃO DAS DIFERENÇAS FAZ A DIFERENÇA.


Bom dia meus queridos!
Quem já estudou com o Tio San A Nova Organização do Espaço Mundial (os acontecimentos que alteraram o espaço geográfico mundial) sabe o quanto nossas aulas são acaloradas e repletas de discussões. Assisti um vídeo que me fez pensar, ainda mais, o quanto as diferenças quando unidas, podem produzir belezas diversas. 
Nesses tempos de manifestações populares (o mérito é de vocês) e projetos que tratam a "cura gay", gostaria muito de compartilhar com vocês o vídeo da música “Wind of Change”, um grande sucesso da década de 90 da banda alemã Scorpions. Composta pelo vocalista que se inspirou nos "ventos de mudança" que atingiam a Europa, com a Guerra Fria terminando, o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim.
Aprendemos que o muro de Berlim foi derrubado, como um marco da reunificação da Alemanha. Esse muro dividia a cidade de Berlim ao meio. O lado ocidental era capitalista e o lado oriental era socialista. 
O maior sucesso musical do lado ocidental nessa época era o rock e a banda de maior sucesso era o Scorpions. No lado oriental, socialista, era proibido tocar rock. O maior sucesso musical era a orquestra filarmônica de Berlim Oriental e a música clássica era o único estilo musical nas rádios. 
Quando o muro de Berlim foi ao chão, os integrantes da banda Scorpions sugeriram que fizessem um show juntos com a orquestra filarmônica de Berlim Ocidental como um símbolo da integração entre os dois povos.
A princípio, a ideia foi considerada absurda em função das diferenças que existem entre os dois grupos musicais. A começar pela forma de se vestir. Os músicos da orquestra se vestem de fraque enquanto os músicos da banda de rock se vestem de casacos de couro. O maestro deu a solução para o problema: ele mandou fazer um fraque de couro. Dessa forma, ele não deixaria de ser maestro e se aproximaria dos músicos da banda de rock. Da mesma forma, o baixista do Scorpions vestiu um terno sem gravata e deixou-o aberto, aparecendo o peito. O terno era para se aproximar dos músicos da orquestra e o peito aberto era para reforçar a identidade de roqueiro. Da mesma forma, os produtores duvidaram que eles pudessem integrar numa mesma música bateria, violino, guitarra, flauta doce, contrabaixo e harpa. A solução que eles deram foi: quando os instrumentos "barulhentos" como a bateria e a guitarra tivessem de tocar, os instrumentos suaves como a harpa e a flauta doce se calariam e quando todos tivessem que tocar juntos, tocariam a mesma melodia para ganharem mais força. Ensaiaram seis meses e conseguiram gravar juntos, seu CD de maior sucesso ‘Moments of Glory’
Vamos usar esse feito para refletirmos sobre as possibilidades de integrar diferenças. Esse show nos mostra que quando há respeito, diferenças juntas geram resultados inimagináveis!

quarta-feira, 19 de junho de 2013

7º ANO - MATÉRIA PARA PROVA - 2º BIMESTRE

LEMBRETE!

Olá galerinha! Como sempre, nossa prova abordará questões focadas em nossos principais debates em sala.

A PUBLICAÇÃO NO BLOG É SÓ MAIS UMA FORMA DE AJUDAR, JÁ CONVERSAMOS EM SALA, A REVISÃO JÁ FOI FEITA, MAS É SEMPRE BOM REFORÇAR.

FALE COM OS AMIGOS (TIVEMOS FALTAS NA AULA DE REVISÃO)

PARA PROVA:

AULAS 1 e 2 (DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL)
ESPAÇO RURAL BRASILEIRO (PGs 1 e 2)

Vou listar os temas que mais discutimos neste período:

> Estrutura fundiária
> Reforma Agrária
> Pecuária brasileira (Tecnologia no campo e Boi Verde)
> O neoliberalismo no Brasil
> Indicadores Sociais e Econômicos:
> IDH
> Balança Comercial (Déficit/Superávit)
> PIB e PNB

Espero ter ajudado, estudem o suficiente.

Um beijão do Tio San e estarei torcendo por vocês!


OBS.: Lembrando que a 2ª chamada será a matéria de todo o bimestre. 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL BRASILEIRO (aula 2)



Ao final de seu segundo mandato no ano de 2002, Fernando Henrique não conseguiu expressar as suas políticas consolidadas em propostas concretas para o seu sucessor. Em resposta, a população brasileira elegeu Luís Inácio Lula da Silva, cuja eleição configurou um momento histórico para o país em razão do seu passado pobre e origem humilde. O ex-sindicalista Lula apostou no seu carisma e populismo para introduzir grandes projetos sociais (Fome Zero, Bolsa Família) e estruturais PAC (Programa de Aceleração do Crescimento Econômico). No plano político e em busca de uma maior governabilidade, Lula, do Partido dos Trabalhadores, buscou uma aliança com o PMDB, partido evidentemente voltado à elite agrária do Brasil.
Apesar de um conjunto de ideias diferente do governo anterior e da retórica (arte de falar bem) pautada em questões sociais, o governo de Lula ficou bastante marcado pela manutenção da estabilidade econômica e pelo aproveitamento de circunstâncias  internacionais favoráveis ao crescimento dos países emergentes e à valorização de nossas commodities (mercadorias; produtos primários, negociáveis em bolsas de valores). O país perpetuou a vocação agroexportadora com destaque para a soja e o minério de ferro, assim como o fortalecimento das companhias e corporações que atuam no setor primário. Durante o decorrer do seu segundo mandato, Lula conseguiu projetar o Brasil como uma potência regional e um dos mais importantes países emergentes. Em 2010, esse clima de euforia repercutiu na vitória dos governistas nas eleições presidenciais, levando a economista Dilma Rousseff à Presidência da República.
Se considerarmos o período correspondente aos mandatos de Fernando Henrique e de Lula, o Brasil realmente definiu uma posição privilegiada no cenário político mundial. A estabilidade econômica iniciada pelo governo de Fernando Henrique, juntamente com as melhorias sociais e a maior credibilidade internacional conquistada pelo governo Lula, não encerraram as desigualdades existentes no país ou mesmo modernizaram plenamente a nossa estrutura produtiva, mas apontaram novos rumos para uma nação que esteve muito tempo atrelada apenas ao atraso econômico, corrupção crônica e ao endividamento externo.

Analisando alguns termos...

PIB e PNB
Um dos principais indicadores que demonstram a realidade econômica de um país ou região é o PIB (Produto Interno Bruto). Tal indicador nada mais é do que a mensuração de todos os bens e serviços, ou seja, de toda a riqueza produzida. Uma das maiores confusões em relação ao PIB é a diferença entre o mesmo e outro importante indicador econômico: o PNB (Produto Nacional Bruto).
Embora o conceito de PIB seja preferido na maior parte do mundo, como no Brasil e Grã Bretanha, o PNB é utilizado especialmente em determinados países, como nos Estados Unidos, por exemplo.
O PIB representa todas as riquezas produzidas dentro das fronteiras de uma região, independentemente do destino dessa renda. O conceito de PIB também descarta a entrada de verbas do exterior. O que é levado em consideração é simplesmente aquilo que é produzido dentro das fronteiras da região ou país.
Já o PNB considera todos os valores que um país, por exemplo, recebe do exterior, além das riquezas que foram apropriadas por outras economias, ou seja, os valores que saem. É justamente essa a diferença: o PNB considera as rendas enviadas e recebidas do exterior, enquanto o PIB, não.
Desta forma, em países em desenvolvimento, como o Brasil, o PNB normalmente é menor que o PIB, uma vez que as transnacionais enviam grande parte de seus lucros para seus países de origem. Da mesma forma, em países com muitas empresas de atuação global, como nos Estados Unidos, o PNB tende a ser maior, já que há uma grande absorção dos lucros gerados por suas empresas no exterior.

Balança Comercial
Balança comercial é um termo econômico que representa o resultado das importações e exportações de bens entre os países. 
Dizemos que a balança comercial de um determinado país teve um superávit (positiva ou favorável), quando este exporta (vende para outros países) mais do que importa (compra de outros países). Do contrário, dizemos que a balança comercial teve um déficit, isto é, foi deficitária (negativa ou desfavorável). 
A balança comercial favorável apresenta vantagens para um país, pois atrai moeda estrangeira, além de gerar empregos dentro do país exportador.
Em 2012, o saldo da balança comercial brasileira foi positivo (superavitário) em US$ 19,43 bilhões. Neste ano, o Brasil exportou US$ 242,58 bilhões e importou US$ 223,14 bilhões.

INDICADORES SOCIAIS

Os indicadores sociais são meios utilizados para designar os países como sendo: Desenvolvidos), em Desenvolvimento ou Subdesenvolvidos. Com isso, organismos internacionais analisam os países segundo a: Expectativa de vida, Taxa de mortalidade, Taxa de mortalidade infantil (que morreram antes de completar 01 ano), Taxa de analfabetismo, Renda per capita, Saúde, Alimentação, Condições médico-sanitárias, Qualidade de vida e acesso ao consumo (Correspondem ao número de carros, de computadores, televisores, celulares, acesso à internet entre outros).

IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)

O IDH foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para tentar medir o grau econômico e, principalmente, como as pessoas estão vivendo nos países de todo o mundo.
O IDH avalia os países em uma escala de 0 a 1. O índice 1 não foi alcançado por nenhum país do mundo, pois tal índice iria significar que determinado país apresenta uma realidade quase que perfeita, por exemplo, uma elevada renda per capita, expectativa de vida de 90 anos e assim por diante.
Também é bom ressaltar que não existe nenhum país do mundo com índice 0, pois se isso ocorresse era o mesmo que apresentar, por exemplo, taxas de analfabetismo de 100% e todos os outros indicadores em níveis desastrosos.

COMÉRCIO EXTERIOR
Os maiores parceiros do Brasil no comércio exterior são a União Europeia, os Estados Unidos da América, o MERCOSUL e a China.
Atualmente o Brasil é a 7° maior economia mundial, de acordo com os critérios de Produto Interno Bruto diretamente convertido a dólares estadunidenses, e está entre as 10 maiores economias mundiais, sendo a maior da América Latina, e está na 85° posição no ranking do IDH com 0,73.
O primeiro produto que moveu a economia do Brasil foi o açúcar, durante o período de colônia, seguindo pelo ouro na região de Minas Gerais. Já independente, um novo ciclo econômico surgiu, agora com o café. Esse momento foi fundamental para o desenvolvimento do Estado de São Paulo, que acabou por tornar-se o mais rico do país.
Apesar de ter, ao longo da década de 90, um salto qualitativo na produção de bens agrícolas, alcançando a liderança mundial em diversos insumos (bem ou serviço utilizado na produção), com reformas comandadas pelo governo federal, a pauta de exportação brasileira foi diversificada, com uma enorme inclusão de bens de alto valor agregado como joias, aviões, automóveis e peças de vestuário.
Atualmente o país está entre os 20 maiores exportadores do mundo entre produtos e serviços. A expectativa é que o Brasil esteja entre as principais plataformas de exportação (economias que produzem para exportar) do mundo.
Em 2004 o Brasil começou a crescer, acompanhando a economia mundial. O governo diz que isto se deve a política adotada pelo presidente Lula, grande parte da imprensa reclama das altas taxas de juros adotadas pelo governo. No final de 2004 o PIB cresceu 5,7%, a indústria cresceu na faixa de 8% e as exportações superaram todas as expectativas.
O Brasil é visto pelo mundo como um país com muito potencial assim como a Índia, Rússia e China. A política externa adotada pelo Brasil prioriza a aliança entre países subdesenvolvidos para negociar com os países ricos.

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA NO BRASIL

Boa parte dos problemas sociais existentes em nosso país é causada pela má distribuição de renda e essa é uma realidade que nos acompanha há séculos, desde a época em que o Brasil era colonizado pelos portugueses.
Hoje, boa parte do capital nacional se encontra acumulado nas mãos de um pequeno grupo e o restante da população sofre para conseguir se sustentar e ter acesso às suas necessidades básicas, como saúde, educação e lazer.
Se houvesse um maior investimento nesses setores, talvez a nossa sociedade não estivesse tão carente de cuidados básicos, entretanto, a elite sempre continuará se importando com a própria elite, enquanto isso, nós somos obrigados a nos sacrificar para termos uma melhor qualidade de vida.
No entanto o Sistema Tributário Nacional é um órgão responsável para a distribuição de renda que é arrecadada por meio de tributos pagos pelos brasileiros, já que mesmo é um dos recursos que se destaca para financiamentos de serviços públicos prestados no Brasil.
E como sabemos este é um dos assuntos que deixam os economistas mais intrigados ainda no qual devem medir o resultado das atividades econômicas, ou seja, a avaliação deve ser feita corretamente para que possa saber corretamente a quantidade de riqueza que é produzida.
E uma das formas mais comuns de se realizar esta consulta é medindo o desempenho da economia do país pela análise do PIB. Sendo assim, a concentração de renda do país não sofreu nenhuma alteração no decorrer das quatro últimas décadas, onde os seus índices ficaram oscilando entre as 10 últimas posições do mundo onde começou a apresentar os primeiros sinais de melhora somente no ano de 2001, já que nos últimos anos o país tem conseguido aliar o crescimento econômico com a redução da desigualdade.

Algumas das estatísticas apontam que somente a partir do ultimo trimestre do ano de 2002 a distribuição de renda no Brasil começou a melhorar lentamente, e no ano de 2004 aconteceu o primeiro avanço significativo para a diminuição da desigualdade econômica no país.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL BRASILEIRO (aula 1)



Nos últimos 50 anos, as chamadas economias em desenvolvimento alcançaram níveis expressivos de industrialização e urbanização, formando uma classe alta nacional e uma classe média de assalariados com renda relativamente elevada. Esse momento pode ser compreendido através de dois pressupostos: a participação do Estado como empresário e a atração de empresas transnacionais.
Após a década de 1950, ocorreu no Brasil o processo de internacionalização da economia, com grande participação do Estado como empresário e no desenvolvimento de infraestrutura (transportes, energia, portos) e políticas de incentivos fiscais. Todos esses fatores, aliados à disponibilidade de mão de obra barata, mercado consumidor crescente e acesso a matérias-primas e fontes de energia, atraíram empresas transnacionais para o território brasileiro. Houve uma grande ampliação do parque industrial, principalmente indústrias de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos).
O país conheceu a sua industrialização tardia, com um sistema produtivo tradicional que considerava a capacidade de produção e os grandes parques industriais como fundamentos para a atividade industrial. Esse padrão concretizado com o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) foi ampliado pela ditadura militar (1964-1985). Os militares criaram obras estruturais em diferentes regiões brasileiras, a destacar as usinas hidrelétricas e as rodovias. Muitos municípios do interior do estado de São Paulo começaram a desenvolver seus distritos industriais. Durante a década de 1970, ocorreu o “milagre econômico brasileiro”, que elevou o país à posição de 8ª economia mundial no ano de 1973, com taxas anuais de crescimento em torno de 10%.
No caso brasileiro, o modelo adotado trouxe crescimento econômico para o país, mas não foi capaz de promover o desenvolvimento econômico regional. O aumento de renda per capita de um país nem sempre representa avanços na qualidade de vida. O crescimento que o Brasil obteve, principalmente durante o período correspondente ao regime militar, construiu um cenário técnico e logístico para o desenvolvimento, mas não o privilegiou.
A partir da década de 1980, ocorreu o esgotamento da capacidade do Estado em promover o desenvolvimento industrial - fim do Estado empresário - devido às políticas econômicas mal sucedidas que aumentaram a dívida externa e a inflação. No plano externo, os países desenvolvidos começaram a adotar medidas neoliberais, isto é, reduzindo o papel do Estado na sua participação em determinados setores econômicos.
O Brasil iniciou, a partir da década de 1990, um acelerado programa de abertura econômica conduzido pelo governo Fernando Collor. Através da redução de alíquotas de importações, desregulamentação do Estado, privatizações das empresas estatais e diminuição de subsídios, mudanças profundas foram implementadas na estrutura industrial do país. Apesar de estimular a competitividade, muitas pequenas e médias empresas não tiveram suporte técnico e financeiro para se adaptarem a essas transformações. Até os dias atuais, a principal dificuldade enfrentada pelos pequenos e médios empreendedores no Brasil é que os investimentos em tecnologia e o crédito necessário para a efetuação de qualquer base de estruturação produtiva ainda dependem do resguardo estatal. Enfim, o país abraçou o neoliberalismo econômico como política de Estado.
Seus efeitos foram positivos para alguns setores, que se tornaram mais competitivos, mas nocivos para outros, devido à falta de credibilidade das instituições envolvidas nesse processo e pela maneira como foram conduzidas algumas políticas públicas, principalmente no que tange às privatizações. A falta de investimentos em pesquisa e desenvolvimento, essenciais para o desenvolvimento econômico de uma nação, também não foram privilegiados.
Em 1991, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai assinaram o Tratado de Assunção, que fundou o bloco econômico Mercosul (Mercado Comum do Sul), para por fim a algumas barreiras alfandegárias e fomentar políticas econômicas entre os países membros. A criação do bloco representou mais uma etapa da abertura econômica brasileira, ainda que a integração permanecesse restrita aos países vizinhos e com os quais o Brasil já detinha muitos laços comerciais.
As transformações decorrentes das políticas do governo Collor introduziram no país algumas ideias neoliberais, que podem ser sintetizadas como sendo uma redução da participação do Estado como regulador da economia e maior liberdade de atuação de empreendedores privados e do capital internacional. A curta passagem de Itamar Franco como presidente, após o impeachment de Collor em 1992, ficou caracterizada como uma preparação para o Plano Real, que culminou na eleição do sociólogo e professor Fernando Henrique Cardoso em 1994, um dos idealizadores desse projeto.
Na esfera ideológica, FHC, como ficou conhecido o ex-presidente, buscou uma política nitidamente sintonizada com as práticas neoliberais, acelerando o processo de privatizações e buscando descentralizar a administração em diversos segmentos da sociedade. A política de juros altos – o Brasil até os dias atuais pratica as maiores taxas de juros do mundo – foi fortalecida para impedir a desvalorização do Real e combater a inflação. Com os juros altos, o país poderia atrair uma maior quantidade de dólares para o mercado brasileiro. Com mais reservas em dólares, o dinheiro brasileiro ficava relativamente valorizado e o país também ganhava confiabilidade junto aos credores internacionais.

Infelizmente, nem todo investimento que chegou até o Brasil naquele momento foi produtivo, isto é, aquele que atravessa de alguma maneira uma cadeia econômica de produção, seja na indústria, na agricultura ou outro segmento qualquer. Muitos capitais que ingressaram no território brasileiro foram meramente especulativos: nada produziram senão rendimentos para banqueiros e investidores internacionais.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Filme: A história do Comando Vermelho


Favelas do Rio ainda são sinônimo de estigmas


ESTADÃO
Favelas do Rio ainda são sinônimo
de estigmas
Estudo dos anos 1960 publicado no 'Estado' mostrava que comunidades eram vistas como
algo a ser combatido; 50 anos depois, visão não mudou
09 de dezembro de 2012 | 2h 02
ANTONIO PITA / RIO - O Estado de S.Paulo
De espaço de pobreza extrema e marginalidade ao centro de uma economia
dinâmica, que movimenta R$ 13 bilhões por ano. Em 50 anos, as favelas
cariocas passaram por grandes transformações, mas ainda não perderam o
estigma de ilegalidade e exclusão que acompanha seus moradores.
A conclusão é do mais recente estudo sobre o tema, Favelas Cariocas Ontem e
Hoje, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que analisa a evolução
dessas comunidades desde 1960. O livro será lançado na terça-feira no Rio.
O ponto de partida para as análises da obra é uma pesquisa publicada naquele
ano pelo Estado - a primeira do gênero. Até hoje considerado um marco,
Aspectos Humanos da Favela Carioca consumiu 3 anos de pesquisas, entrevistas
com moradores de 16 favelas do Rio e análise de dados do Censo. O resultado foi
publicado em dois cadernos do Estado, com 88 páginas, que serão reproduzidos
no livro.
Favelas Cariocas Ontem e Hoje reúne artigos com análises históricas. Em 1950,
eram 105 favelas com cerca de 280 mil moradores. Hoje, o Rio tem mais de 760
favelas com cerca de 1,4 milhão de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa do Instituto Data Popular aponta que
66% dos moradores de favela são da classe C, com renda per capita de R$ 291 a
R$ 1.019. Nas classes A e B, com renda acima de R$ 1.020, são 13% - contra 1%
em 2001.
"As favelas sempre foram vistas como local de criminalidade e precariedade,
ocupação ilegal e provisória. Hoje, muitos moradores têm títulos de propriedade,
pagam impostos, melhoraram de renda, mas ainda são associados a esses
estigmas", afirma o pesquisador e um dos organizadores do livro, Marco
Antonio Mello, da UFRJ.
À época do primeiro estudo, a percepção dominante na sociedade era de que as
favelas eram uma anomalia a ser combatida. Apenas 37% das casas eram de
alvenaria, um terço dos barracos tinha acesso a água encanada e 58% das casas
tinham geladeira.
"Era tudo de barro", lembra Natália de Souza, de 50 anos, que há mais de 30
anos chegou à Favela Dona Marta, na zona sul. Ela até hoje não possui geladeira
nem TV. A água falta a cada dois dias. A favela é considerada modelo pela
prefeitura. À primeira vista, os R$ 27,7 milhões investidos se restringiram à
parte baixa e mais visível do morro. No alto, onde Natália mora, a
transformação urbanística não chegou.